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Revista de Imprensa

Autoridades governamentais e sanitárias em França preocupadas com embalo de Covid

Áudio 04:18
Autoridades governamentais e sanitárias em França preocupadas com embalo de Covid
Autoridades governamentais e sanitárias em França preocupadas com embalo de Covid © rfi
Por: João Matos
9 min

Abrimos esta revista de imprensa com LE MONDE a titular marcação cerrada, o quebra cabeça dos casos contactados. Desde o lançamento  do dispositivo de vigilância mais de 1 milhão de pessoas em situação de risco foram identificadas mas o engarrafamento põe em causa a eficácia do sistema. 

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Numa altura em que regressa a epidemia de coronavírus o dispositivo de vigilância criado para detectar e quebrar a cadeia de transmissão do vírus ainda está a cambalear. 

Desde o seu lançamento mais de 1 milhão de pessoas em situação de risco foram identificadas mas o engarrafamento põe em causa a eficácia do sistema. Segundo um recente balanço de Saúde pública da associação France, apenas 20% dos novos casos detectados positivos tinham sido identificados como casos contactados.

As autoridades sanitárias constatam um aumento de pessoas de risco que recusam ser acompanhadas e uma reticência em comunicar sobre as suas frequentações. O Instituto nacional de saúde e investigação médica, lançou hoje uma plataforma de recrutamento de 25 mil voluntários em França para testar candidatos vacinados, acrescenta, LE MONDE. 

Covid-19, o governo na hora de escolhas difíceis. Depois de Marselha, Paris e outras cidades esperam confrontados com o avanço da epidemia tentam ainda evitar novas restrições sanitárias. Depois duma má comunicação, o primeiro ministro teve o cuidado de receber hoje os presidentes das câmaras municipais de Paris, Lille  Lyon e Grenoble, para evitar mudanças possíveis, nota, LE FIGARO.

Por sua vez, LA CROIX, pergunta a vacina é para quando? Esperada para o começo de 2021 a vacina contra o coronavírus será mais uma ferramenta para viver com a pandemia do que um meio de a erradicar, observa, LA CROIX. 

LIBERATION, ridiculariza em desenho humorístico, a justiça francesa e o debate de boxe entre Biden e Trump. Dupond-Moretti e os magistrados, uma família de horror. A temperatura continua alta desde que o ministro da Justiça, Dupond-Moretti decidiu abrir inquéritos administrativos contra 3 magistrados do ministério público nacional ramo financeiro, sem falar em ameaças, comunicados incendiários, a bronca está para durar entre numerosos actores do mundo judiciário. 

Trump-Biden, nocaute de pé no debate na televisão americana

No internacional, l'HUMANITE, titula, Chile, o tempo do povo. Os chilenos devem pronunciar-se no dia 25 de outubro sobre a retirada da Constituição de 1980, um legado da ditadura. 

Por seu lado, LIBERATION, destaca Trump-Biden, nocaute de pé no debate. Foi um combate duma violência extrema. Um condensado de brutalidade, com mentiras pelo meio e rasteiras à extrema direita do presidente republicano e o democrata que perdeu o seu sangue frio já farto de não poder concluir uma frase devido às investidas do outro. Difícil de imaginar melhor ou pior! 2 homens brancos, um de 74 anos, Trump, outro de 77 anos, Biden, que ambicionam o cadeirão de Presidente dos Estados Unidos, acrescenta, LIBERATION.  

Em relação ao continente africano, LE MONDE faz referência ao exército do Mali que é o espelho duma sociedade minada por crises. O sentimento de abandono dos soldados e o desvio de fundos alimentaram o golpe de estado de 18 de agosto. Milhares de malianos podem dizer a mesma coisa, como os soldados abandonados pelas chefias militares. O balanço de soldados mortos pelos jiadistas é simplesmente terrível, nota, LE MONDE.

O mesmo vespertino refere-se ainda ao Ruanda e Kabuga, o financiador do genocídio ruandês que deve ser transferido para a prisão de Arusha. O Supremo Tribunal da Justiça francesa emitiu na quarta-feira um acórdão ordenando dentro de um mês a entrega de Félicien Kabuga, preso em França, à justiça internacional. Kabuga foi o financiador do genocídio de tutsis que provocou 800 mil mortos em 1994, segundo a ONU, nota, LE MONDE. 

 

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