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União Europeia/Bielorrússia/Chipre

UE reúne-se para desbloquear sanções à Bielorrússia

Presidente do Conselho Europeu Charles Michel e a presidente da Comissão Europeia Ursula von der Leyen.
Presidente do Conselho Europeu Charles Michel e a presidente da Comissão Europeia Ursula von der Leyen. AFP
Texto por: RFI
3 min

Em Bruxelas, na Bélgica, hoje e amanhã reúnem-se os chefes de Governo e de Estado da União Europeia. A aplicação de sanções à Bielorrússia, na sequência da repressão à onda de protestos contra a reeleição do Presidente Alexander Lukashenko, deverá ser um dos assuntos dominantes neste Conselho Europeu extraordinário. Todavia, o Chipre está a bloquear o processo por exigir medidas semelhantes contra a Turquia, dada a crise do Mediterrâneo oriental.

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A lista de medidas restritivas em relação à Bielorrússia tem de ser formalmente aprovada por unanimidade para entrar em vigor, mas a bloquear o processo está Nicósia.

Face à escalada das tensões entre a Turquia, Chipre e Grécia, as autoridades cipriotas querem que Bruxelas saliente o seu apoio incondicional aos dois Estados europeus.

Para obter a “luz verde” de Nicósia em relação à Bielorrússia, a União Europeia deverá através da via diplomática, enviar uma mensagem firme e evocar a possibilidade de um reforço de sanções à Turquia. “É preciso encontrar os bons instrumentos, a boa agenda e a boa mensagem política” sublinhou à AFP uma fonte europeia.  

Para Emmanuel Macron, presidente francês, a solidariedade dos Estados-membros para com a Grécia e Chipre “não é negociável”. “Quando um Estado-membro é atacado, ameaçado ou quando as suas águas territoriais não são respeitadas, o dever dos europeus é de se mostrar solidários. E nós reiteramos o nosso apoio à Grécia e ao Chipre”, reforçou o presidente francês à chegada ao encontro.

Na cimeira extraordinária consagrada às relações internacionais, Minsk ocupa lugar de destaque. Os chefes de Governo e de Estado vão tentar chegar a acordo sobre a aplicação de sanções aos repressores.

As presidenciais de 9 de Agosto na Bielorrússia deram a vitória a Alexander Lukashenko, no poder há 26 anos, que é contestado pela oposição e não é reconhecido pela União Europeia.

Também deverão ser abordados, ao longo destes dois dias de trabalhos, a escalada de tensões em Nagorno-Karabakh, o impasse nas negociações pós-Brexit e, ainda, a recuperação económica após a crise gerada pela pandemia da covid-19.

 

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