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Imprensa Semanal

África ainda revoltada com o asassínio do negro-americano, George Floyd

Áudio 04:03
África ainda revoltada com o asassínio do negro-americano, George Floyd
África ainda revoltada com o asassínio do negro-americano, George Floyd © João Matos
Por: João Matos
8 min

Abrimos esta Imprensa Semanal, com a JEUNE AFRIQUE, que faz a sua capa com os Black Lives Matter, uma ira negra. A morte de George Floyd poderia ter sido para os africanos e a diáspora, uma enésima manifestação do racismo que os fustiga.

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Para os africanos do continente o assassínio de George Floyd foi o catalizar duma tomada de uma maior consciência de que o combate contra o racismo não é apenas um combate da diáspora mas também e antes de tudo deles. 

A morte de George Floyd poderia ter sido para os africanos e a diáspora, uma enésima manifestação do racismo que os fustiga. Ora não somente esse tornou-se o símbolo da sua revolta como também originou a reacção solidária dos seus irmãos do continente.

Depois da morte de George Floyd a 25 de maio em Minneapolis por um polícia branco que o esmagou a nuca com o seu joelho, o continente africano foi apanhado pela mobilização disseminada em todo o mundo. 

No Senegal, em Dacar, no dia 9 de junho dia dos funerais de George Floyd, um grupo de 50 senegaleses com um joelho no chão e cara virada para o oceano Atlântico em direcção dos Estados Unidos manifestaram a sua revolta.

Em Pretória, a mesma cena em frente à embaixada dos Estados Unidos, respondendo ao apelo de Julius Malema, dos Combatentes ela liberdade económica. Na África do leste, um hastag em suahili  retomou um célebre slogan de protesto queniano, #HakaYetu, Nossos direitos, acrescenta, JEUNE AFRIQUE. 

Tunísia, 10 anos depois, da chamada primavera árabe

Por seu lado COURRIER INTERNATIONAL, destaca Tunísia, 10 anos depois, o regresso à Sidi Bouzid. A 10 de dezembro de 2010 dava-se a imolação pelo fogo de Mohamed Bouaziz. O acto de desespero desse ambulante foi o desencadeador da chamada primavera árabe,10 anos mais tarde o semanario britânico, The Economist, voltou ao mesmo lugar.

A Tunísia é então muitas vezes saudada com o único país árabe a deitar abaixo  a autocracia e o único onde uma democracia surgiu. Eleições são  realizadas e a polícia secreta é relativamente dócil e as mulheres participam largamente na vida pública.

Mas a maioria dos tunisinos vêem a revolução pelo binóculo de bons resultados económicos que ainda não estão presentes com o novo regime. Assim os jovens preferem emigrar sabendo que a emigração ilegal foi multiplicada por 4 o ano passado.

CHALLENGEs,refere-se à nomeação de Moctar Ouane, como primeiro ministro do Mali, ex-ministro dos Negócios estrangeiros, este diplomata de 64 anos foi nomeado chefe do governo de transição. Antes estava como delegado geral encarregado da paz e da segurança junto da Unuão económica e monetária oeste-africana. A  sua designação surge 5 semanas após o golpe de Estado contra o ex-Presidente IBK.

Mudando de assunto, LE POINT faz a sua capa com o actor Depardieu, que numa grande entrevista fala de Macron, Putin, amor, edução,islão sublinhaaando que a França já estava confinada sem saber. .

O mesmo semanário, entrevistou também o historiador de renome internacional, Yuval Noah Harari, que adapta a sua obra Sapiens em banda desenhando explicando que é para aqueles gentes que não leem obrigatoriamente ensaios ou obras de ciências humanas. Este seu bestseller Sapiens já vendeu 12 milhões de exemplares nomundo, nota, LE POINT.

Enfim, L"OBS faz a sua capa com 5G ameaça ou progresso? Os argumentos dos dois lados. Nunca uma inovação da comunicação terás sido tão contestada, pois constitui um risco para o meio ambiente saúde, via privada e a soberania. Esta nova rede cristaliza os medos e e as interrogações do novo mundo, nota L'OBS.

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