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África

A eleição presidencial na Costa do Marfim terá mesmo lugar no sábado?

Pascal Affi N'Guessan, porta-voz da plataforma da oposição marfinense está contra a organização da eleição presidencial de 31 de ouotubro na Costa do Marfim
Pascal Affi N'Guessan, porta-voz da plataforma da oposição marfinense está contra a organização da eleição presidencial de 31 de ouotubro na Costa do Marfim © RFI
Texto por: RFI
5 min

O Presidente candidato, Ouattara, afirmou ontem em entrevista à RFI, que a eleição presidencial deste sábado terá mesmo lugar na Costa do Marfim. A oposição replicou hoje também nas mesmas ondas da RFI que a eleição não terá lugar e apela a uma arbitragem de um facilitador africano que poderia ser um antigo chefe de Estado africano.  

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As eleições presidenciais marcadas para sábado, 31 de outubro, na Costa do Marfim, terão mesmo lugar, declrarou ontem ao grupo de informação mundial, RFI et France 24, o Presidente-candidato, Alassane Ouattara. 

Hoje foi a vez do porta-voz da plataforma da oposição, Pascal Affi N'Guessan, afirmar também em entrevista a Christophe Boisbouvier da RFI e Marc Perelman da France 24, que a eleição presidencial não vai realizar-se.

"Para nós, a eleição não se realizará no sábado", declarou o antigo Primeiro ministro do ex-Presidente marfinense, Laurent Gbagbo. 

Pascal Affi N'Guessan, opositor marfinense

"Não estamos a boicotar. Somos candidatos. Mas contestamos as condições de organização destas eleições e para nós, portanto, não há eleições a 31 de outubro, porque não há uma Comissão eleitoral independente, conforme à lei marfinenese e nós estamos a lutar para que ela não tenha lugar e faremos tudo para que não se realize. 

"As assembleias de voto não serão abertas porque vamos impedir a sua abertura como estamos a impedir actualmente a distribuição de material eleitoral.

"O senhor Ouattara fará o que bem entender, mas, em todo o caso, ele não pode organizar uma eleição digna desse nome que possa ser reconhecida pela comunidade inteernacional, porque actualmente não há eleição na Costa do Marfim. 

"Os mortos começaram a partir do dia em que ele anunciou que seria candidato para um terceiro mandato. Ele está portanto na origem destes mortos, na origem desta instabilidade e desta violência na Costa do Marfim. A crise de confiança actualmente entre nós é tal que só poderemos encontrar uma solução de  compromisso se houver um mediador credível que possa vir  e fazer com que haja uma aproximação das nossas posições". 

Ainda é possível um encontro entre o Presidente, Ouattara e o antigo presidente, Bédié?  "Por causa da crise de confiança, ficou extemporâneo um tal encontro, mas Henri Konan Bédié, concorda com um diálogo facilitado por uma personalidade africana, extra CEDEAO, sublinhou, o opositor marfinense, Pascal Affi N'Guessan. 

Uma fonte contactada por RFI afirma que o antigo Presidente, Bédié, terá abordado a ONU para propor como facilitador um antigo chefe de Estado da África de leste.

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