França

Momento de emoção nas escolas em França à memória do professor assassinado

Momento de emoção nas escolas em França à memória do professor assassinado
Momento de emoção nas escolas em França à memória do professor assassinado Thomas Coex/ REUTERS

Os alunos das escolas e liceus de França respeitaram hoje um minuto de silêncio em homenagem de Samuel Paty, professor de história do ensino secundário, assassinado a 16 de outubro por um terrorista islâmico.  

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Após duas semanas de férias, cerca de 12 milhões de alunos regressaram hoje às aulas numa França reconfinada entre vigilância securitária e medidas sanitárias devido a uma segunda vaga de Covid.

O ministério da Educação pediu aos professores para observarem um minuto de silêncio nas salas de aulas em memória do professor Samuel Paty, barbaramente assassinado.

Samuel Paty, foi decapitado por um terrorista islâmico a 16 de outubro numa escola secundária por ter mostrado caricaturas do profeta muçulmano, Maomé.

Este minuto de silêncio foi carregado de emoções após a leitura da carta de Jean Jaurès, dirigente político e pedagogo aos professores do ensino primário e secundário.

"Os meus alunos do 9° ano estavam muito emocionados e precisavam deste momento de recolhimento", disse Benjamin Marol, professor de história e geografia numa escola secundária de Montreuil perto de Paris.

Salomé, aluna de 8° ano, noutra escola secundária de Paris, disse que o momento foi de muito respeito apesar de serem poucos os alunos que estavam ao corrente do assassínio do professor.

Momento de emoção e de homenagem a Samuel Paty

O Primeiro ministro, Jean Castex, rendeu homenagem a Samuel Paty, na escola secundária de Bois d'Aulne, onde o professor ensinava, em Conflans-Sainte-Honorine, cidade da região suburbana de Paris.

"Aqui,Samuel Paty, ensinava cada adolescente da República a tornar-se um cidadão livre. Por ele, continuaremos, porque é nosso dever e honra", acrescentou, o primeiro minsitro francês.

Enfim, esta manhã, o ministro da Educação, Jean-Michel Blanquer, explicava, na Rádio nacional, France Inter, que a "França deve estar totalmente unida em torno dos seus professores que ocupam um lugar central na sociedade francesa".

Este regresso às aulas ocorre no entanto num período de crise sanitária com os franceses preocupados com a segunda onda de Covid-19 que poderá ser muito mais dura do que a primeira da primavera passada. 

França cumpre minuto de silêncio nas escolas

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