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Burkina Faso tem no domingo legislativas e presidenciais sendo favorito Presidente Kaboré

Burkina Faso tem no domingo legislativas e presidenciais sendo favorito Presidente Kaboré
Burkina Faso tem no domingo legislativas e presidenciais sendo favorito Presidente Kaboré AHMED OUOBA / AFP
Texto por: RFI
5 min

Burkina Faso, que figura entre os países mais pobres do mundo, vive numa espiral de violência jiadista permanente há vários anos, mas mesmo assim realiza eleições presidenciais e legislativas este domingo.   

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São cerca de 6.5 milhões de eleitores que votam no domingo, 22 de novembro, nas eleições presidenciais e legislativas no Burkina Faso. A campanha tem decorrido sob vigilância e tensão por causa dos sucessivos ataques de jiadistas naquele país.

O presidente cessante, Rock Kaboré, que se candidata para um segundo mandato é dado como favorito nas presidências, mas concorrem outras 12 personalidades algumas delas de peso. 

Dois desses candidatos da oposição, são Zéphirin Diabré, chefe de fila histórico da oposição e Eddie Komboïgo, do partido  do antigo presidente, Blaise Compaoré, cujo regime é recordado por uma grande parte da população com nostalgia. 

Esta sexta-feira, estes três principais candidatos, fazem seus comícios de encerramento de campanha, que foi dominada por críticas à gestão da crise securitária no Burkina Faso atacada por jiadistas.

Cada um deles escolheu o seu feudo preferido, o presidente Kaboré, está na capital, Ouagadougou, a capital económica, Bobo Dioulasso para Diabré e o feudo de Compaoré Ziniaré para Komboïgo.

Ataques jiadistas mataram 14 soldados e dominaram campanha

Os principais adversários do presidente cessante têm as baterias viradas para o abandono de grandes zonas do território onde não há praticamente Estado devido aos ataques jiadiastas quase que diariamente, sublinhando, que Kaboré, não geriu bem o conflito.

Mas as duas eleições presidenciais e legislativas não poderão ser realizadas em cerca de um quinto do território porque não foi possível fazer a inscrição nas listas eleitorais, devido à violência.

Aliás há também o medo de ataques jiadistas, pois durante a campanha 14 soldados foram mortos em emboscadas de jiadistas da organização Estado islâmico no norte do país. 

Burkina Faso, assim como os países vizinhos do Mali e do Níger, são fustigados por ataques jiadistas e confrontos intercomunitários, com os candidatos e partidos da oposição a criticar o Presidente cessante que falhou com a sua promessa de aniquilar os jiadistas.

Contudo, o Presidente candidato, Kaboré, é dado como favorito, dizendo que ganhará a eleição presidencial logo na primeira volta e que o seu partido vencerá as eleições legislativas.

A oposição apostada no descontentamento da população mostra-se também confiante tanto ao nível das presidenciais como das legislativas.

A ver vamos!

Fim de campanha eleitoral

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