Burkina Faso está a votar para eleger o Presidente e renovar a Assembleia nacional
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Os eleitores do Burkina Faso estão a votar este domingo no quadro de eleições presidenciais e legislativas num contexto político e securitário tenso e complicado com riscos de ataques jiadistas e com a oposição a denunciar fraudes por parte da equipa do Presidente candidato, Roch Kaboré, favorito, para a sua reeleição.
Cerca de 6,5 milhões de eleitores votam no Burkina Faso para elegerem o seu Presidente e um novo Parlamento, quando ataques jiadistas espreitam, uma boa parte do território não vota porque não figura nos cadernos eleitorais e a oposição receia uma fraude de grande dimensão beneficiando o presidente cessante, Kaboré.
Na capital, Ouagadougou, as assembleias de voto abriram as portas logo de manhã às 6 horas TMG e estão previstas para encerrar às 18 horas TMG e mesmo mais tarde.
Newton Ahmed Barry, presidente da Comissão nacional eleitoral independente, CENI, mostrou-se satisfeito globalmente com o desenrolamento da votação nas presidenciais e legislativas mas declarou haver algumas mesas impedidas de votar por causa de ameaças jiadistas.
O presidente Roch Kaboré, eleito em 2015 concorre para um segundo mandato, tendo à frente 12 adversários, donde se destacam dois nomes, Zéphirin Diabré, líder da oposição e Eddi Komboïgo, candidato do partido do ex-Presidente Blaise Comparé.
Oposição denuncia operação gigantesca de fraude para legitimar vitória de Kaboré
Há ainda 4 outros candidatos dos 12 da oposição que se têm destacado e que com Diabré e Kmboïgo, denunciaram ontem riscos sérios de fraudes.
Essa oposição disse no encerramento da campanha que Kaboré, que tem estado a dizer que ganhará logo na primeira volta das presidenciais, só será reeleito porque ele já "orquestrou uma operação duma grande fraude para legitimar a sua vitória".
Sobre as eleições legislativas é praticamente o mesmo figurino com os partidos do Presidente e dos principais opositores dados como favoritos, mas também com acusações de fraudes.
Enfim, outro elemento de peso, é o clima de ataques jiadistas afiliados a Al Qaeda e ao Estado islâmico que com a violência das forças de segurança já provocaram 1200 mortos sobretudo civis e 1 milhão de deslocados.
Ainda ontem um americano foi morto pelas forças da segurança em frente a um campo militar da capital do país.
Burkina Faso vota em eleições presidenciais e legislativas
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