África

Expira hoje ultimato da Etiópia para invadir capital da região norte do Tigré

Expira hoje ultimato da Etiópia para invadir capital da região norte do Tigré
Expira hoje ultimato da Etiópia para invadir capital da região norte do Tigré REUTERS/Tiksa Negeri

Os mediadores da missão nomeada pela União africana, de que faz parte o ex-presidente moçambicano, Joaquim Chissaso, chegam hoje em Addis Abeba, capital da Etiópia, cujo primeiro ministro, Abyi Ahmed, estaria agora disposto a receber depois de ter recusado. Mas o primeiro ministro etíope aconselha a comunidade internacionala não interferir nao conflito da região do Tigré, no norte.

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O chefe do governo etíope, Abiy Ahmed, deu no domingo um ultimato de 72 horas à Frente de libertação do povo do Tigré que governa a região, ultimato que expira esta noite.

Se o ultimato não for cumprido as forças do exército etíope assaltam a capital Mekelle cercada, de 500.000 mil habitantes, da região do Tigré, que conta com 5 milhões de habitantes. 

Para já na região vizinha do Tigré, Amara, fiel ao governo federal etíope, uma dezena de milhares de membros das forças da junta tigrínia foi destruída durante duas batalhas em Dansha e Adwa.

Em Mekele, o Presidente do Tigré, Debretsion Gebremichael, afirma que o seu povo está pronto para morrer, enquanto o Primeiro etíope, Abiy Ahmed, rejeita toda ingerência nos assuntos internos e convida a comunidade internacional a manter-se à margem do conflito.

PM etíope rejeita ingerência mas pode receber missão africana 

Mas depois de ter dito que não receberia a missão da União africana, de que faz parte, nomeadamente, o ex-Presidente moçambicano, Joaquim Chissano, mostra-se agora disposto a recebê-la. A antiga presidente liberiana, Ellen Johnson Sirleaf e o sul-africano, Kgalema Motlanthe, fazem igualmente parte da missão. .

Os combates entre forças tigrínias e o exército etíope já fizeram centenas de mortos e 40.000 habitantes do Tigré refugiaram-se nomeadamente no Sudão.

Com um asssalto final do exército etíope teme-se uma tragédia. O secretário geral da ONU, António Guterres, apelou ao fim dos combates, depois da reunião virtual de ontem do conselho de segurança da ONU, para analisar o conflito. 

 

 

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