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França quer reconhecer verdade da guerra de Argélia mas não pede desculpas

França quer reconhecer verdade da guerra de Argélia mas não pede desculpas
França quer reconhecer verdade da guerra de Argélia mas não pede desculpas REUTERS - POOL
Texto por: RFI
4 min

O historiador Benjamim Storia entregou hoje o seu relatório sobre a memória e a guerra de Argélia ao presidente francês, Macron. O Chefe de estado francês, pretende adoptar alguns actos simbólicos, no quadro do apazigumento das relações entre a França e Argélia. 

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O Presidente francês, Emmanuel Macron, vai adoptar "actos simbólicos" para apaziguar as memórias sobre a guerra de Argélia e reconciliar a França e Argélia.

Mas o chefe de Estado francês, não apresentará, desculpas, como tem exigido Argel, anunciou hoje o Eliseu, em reacção ao relatório do historiador Benjamim Storia, que hoje foi entregue ao presidente Macron. 

Para o Eliseu, o importante é "sair do não dito e da negação" sobre a guerra de Argélia, de 1954 a 1962, que continua a dividir espíritos dos dois lados do Mediterrâneo.

Reconhecimento da verdade mas não de arrependimento

É uma iniciativa de "reconhecimento da verdade, mas não é uma questão de arrependimento ou de formular desculpas", insistiu a presidência francesa.

O Presidente Macron, vai estudar as propostas do relatório do historiador Benjamim Storia, nomeadamente, o reconhecimento do assassínio do advogado e dirigente nacionalista argelino, Ali Boumendjel em 1957, pelo exército colonial francês, e a entrada no Panteão, da advogada anti-colonialista, Gisèle Halimi, morta a 28 de julho de 2020.

Emmanuel Macron, primeiro presidente francês, nascido depois da guerra de Argélia, tem demonstrado a vontade em desbloquear a questão escaldante e apaziguar as relações bilaterais voláteis há dezenas entre os dois países. 

O relatório de 150 páginas que faz um apanhado geral da colonização e da memória entre os dois países, entregue ao presidente Macron, foi igualmente tornado público. 

Guerra e colonização francesa na Argélia sempre em debate

 

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