França

França alarga leque de pessoas que poderão beneficiar da vacina anti-Covid

 França alarga leque de pessoas que poderão beneficiar da vacina anti-Covid
França alarga leque de pessoas que poderão beneficiar da vacina anti-Covid AP - Thomas Samson

A França alarga o leque de pessoas que vão poder beneficiar da vacina da AstraZeneca, inclusive para pessoas de mais de 65 anos. Até agora reservada a profissionais de saúde e a 2 milhões de pessoas de 50 a 64 anos com diabetes, hipertensão ou antecedentes de cancro, a vacina passa a ser proposta à faixa etária dos 65-75 anos.  

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O governo francês preocupado em evitar um novo reconfinamento nacional vai alargar ao máximo a vacinação contra a Covid-19, apesar dos ajustes feitos no fim-de-semana nas zonas onde a epidemia aumenta.

Dois milhões e meio de pessoas suplementares vão ser assim elegíveis à vacinação com o alargamento dos critérios ao benefício da vacina AstraZeneca, depois dos resultados encorajadores de estudos feitos em fase de utilização no Reino Unido.

Até agora reservada a profissionais de saúde e a 2 milhões de pessoas de 50 a 64 anos com diabetes, hipertensão ou antecedentes de cancro, a vacina passa a ser proposta à faixa etária dos 65-75 anos com as mesmas patologias.

Uma decisão que foi anunciada ontem à noite pelo ministro da Saúde, Olivier Véran, aplicando um parecer da Alta Autoridade da Saúde, publicado esta terça-feira.

A Alta autoridade, recomendou ainda que a vacina possa ser aplicada no futuro nas farmácias, para além dos enfermeiros, parteiras e médicos, privilegiando as pessoas prioritárias. 

"Só para este mês de março será proposta uma primeira vacinação a 6 milhões de franceses", insistiu ontem à noite o ministro Véran, o que fará um total de 9 milhões desde o começo. 

Aceleração da campanha de vacinação contra a Covid

Entra-se assim numa aceleração da campanha de vacinação, muito criticada desde o seu lançamento em fins de dezembro com o executivo a apostar na sua execução num prazo de 4 a 6 semanas, segundo evocou ontem o Presidente, Emmanuel Macron, como horizonte para uma redução das medidas restritivas.

Na sua nova estratégia o governo instaurou confinamentos localizados no fim-de-semana numa parte do litoral da Côte d'Azur no sudeste e em Dunquerque, no norte do país, atingidos pelo avanço das variantes mais contagiosas do vírus.

Há igualmente 20 autarquias supramunicipais cobrindo grandes cidades como Paris, Lyon ou Marselha, sob vigilância reforçada passíveis de confinamentos;

Enfim, a Covid-19 já matou oficialmente 87.000 pessoas em França, sobretudo idosos e idosas. 

França alarga leque de vacinação da AstraZeneca

 

 

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