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Justiça liberta opositor após manifestações de protesto no Senegal

Justiça liberta opositor após manifestações de protesto no Senegal
Justiça liberta opositor após manifestações de protesto no Senegal REUTERS - COOPER INVEEN

No Senegal o presidente Macky Sall promete aligeirar o recolher obrigatório, em plena vaga de contestação, enquanto o opositor Ousmane Sonko responsabilizava o chefe de Estado pela crise e apelava à manutenção da mobilização, não obstante hoje certos sectores apelarem ao fim do movimento.

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O Presidente senegalês, Macky Sall, apelou ontem à "calma e serenidade", ao intervir na televisão pela primeira vez desde a prisão a 3 de março do seu principal opositor, Ousmane Sonko, que provocou os piores distúrbios dos últimos dez anos no Senegal.

O chefe de Estado senegalês anunciou igualmente o aligeiramento do recolher obrigatório em vigor em Dacar e Thiès, no ocidente, as duas regiões onde se concentra a grande maioria dos casos de Covid.

"De imediato, e em plena campanha de vacinação em curso, tenho em mente aligeirar o recolher obrigatório nas províncias de Dacar e Thiès, que concentram o essencial das actividades económicas do país."

Tumultos no Senegal

O recolher obrigatório passará a ser da meia noite às 5 horas, em vez do período das 21 horas às 5 horas, desde o começo de janeiro.

Após cinco dias sob custódia policial, o opositor, Ousmane Sonko, acusado na sexta-feira de violações, que ele rejeita, foi libertado sob controlo judiciário.

Braço de ferro entre Macky Sall e Ousmane Sonko

Mas o deputado Ousmane Sonko, de 46 anos, continua a desafiar a justiça e o presidente, Macky Sall, afirmando que a "revolução está lançada e que nada nem ninguém a pode parar", apelando à continuação da mobilização pacífica, já com os olhos nas presidenciais de 2024.

"É preciso manter esta mobilização e amplificá-la. Importa, sobretudo, que ela seja pacífica.

Mantenhamos a mobilização. Conduzamos esta revolução de forma inteligente a bom termo." 

Enfim, ainda na televisão, o Presidente Macky Sall, prometeu que o Estado ajudará as famílias das vítimas dos protestos que fizeram 5 mortos segundo a versão oficial e pelo menos 10 mortos, segundo o opositor Ousmane Sonko. 

O chefe de Estado senegalês, apelou a nação a calar os "rancores e evitar a lógica do confronto que leva ao pior", mostrando-se aberto ao diálogo, sem fazer qualquer referência a Ousmane Sonko.

 

 

 

 

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