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França pede a empresas e cidadãos franceses para deixar Paquistão devido à violência

França pede empresas e cidadãos franceses a deixar Paquistão devido a violência
França pede empresas e cidadãos franceses a deixar Paquistão devido a violência AP Photo/A.H. Chaudary

A França recomendou ontem aos seus cidadãos e às empresas francesas a deixarem provisoriamente o Paquistão devido a ameaças sérias que pesam sobre os interesses franceses depois de manifestações violentas anti-francesas no começo desta semanna

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"Devido a sérias ameaças contra os interesses franceses no Paquistão, aconselhamos as empresas e cidadãos franceses a abandonarem Paquistão", informou a embaixada de França em Islamabade, numa mensagem enviada aos residentes franceses naquele país. 

O sentimento anti-francês ficou exacerbado no Paquistão desde que o Presidente Emmanuel Macron defendeu o direito à caricatura em nome da liberdade de expressão numa homenagem a um professor francês, morto a 16 de outubro, por ter mostrado desenhos satíricos na sua aula no seguimento da republicação de caricaturas de Maomé pelo jornal satírico, Charlie Hebdo.

Manifestações anti-franceses foram reprimidas pela polícia

As manifestações foram violentamente reprimidas pela polícia que perdeu 2 dos seus agentes. A segurança foi reforçada na embaixada de França nomeadamente com uma força para-militar especial de Rangers do Paquistão. 

"Nossa polícia e nossos rangers são capazes para gerir a situação", declarou o ministro do Interior, Sheikh Rashid Ahmed, durante uma conferência de imprensa, sublinhando que "todos os cidadãos franceses estão em segurança e não estão ameaçados".

O Islão na sua interpretação literal proíbe qualquer representação do profeta Maomé. Em fins de outubro, o Primeiro ministro paquistanês, Imran Khan, tinha acusado Emmanuel Macron de "atacar o Islão" e o embaixador francês, em Islamabade, Marc Baréty, foi convocado para responder sobre o que as autoridades paquistanesas chamaram uma campanha islamofóbica". 

Um partido radical islâmico, Tehreek-e-Labbaik Pakistan, bloqueou parcialmente  no começo da semana as duas maiores cidades paquistanesas, Lahore, no leste Carachi no sul assim como a própria capital, Islamabade para reclamar a expulsão do embaixador de França.

Enfim, em 2020, estavam inscritos 445 franceses a residir no Paquistão, enquanto, 35 empresas francesas essencialmente grandes grupos estão presentes no Paquistão. 

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