África

Presidente do Chade, Idriss Déby, morto na frente de combates contra rebeldes

Presidente do Chade, Idriss Déby, morto na frente de combates contra rebeldes
Presidente do Chade, Idriss Déby, morto na frente de combates contra rebeldes AP - Francois Mori

No Chade, um dos filhos de Idriss Déby vai suceder ao pai, interinamente, na chefia do Estado após o presidente cessante, que acabava de ser reeleito, ter morrido em combate. Os militares prometem um período de transição com eleições democráticas

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O Presidente chadiano, Idriss Déby Itno, que estava no poder há 30 anos morreu hoje no seguimento de ferimentos que sofreu quando comandava o seu exército nos combates contra rebeldes no norte do país no último fim-de-semana, anunciou o seu porta-voz na rádio e televisão. 

Um dos seus filhos, o general, Mahamat Idriss Déby Itno, de 37 anos, foi nomeado por um conselho militar para substituir o pai, morto como herói no campo da batalha.

O jovem general, Mahamat Déby, aparecia regularmente em público de óculos escuros escondendo o seu olhar ao lado do pai, de que era aliás o chefe de segurança à frente dum comando de elite da Direcção geral dos serviços de segurança do Estado.

O Presidente Idriss Déby, que tinha a patente militar de marechal chegou ao poder através de um golpe de Estado em 1990, colocou em todos os ramos do exército homens e mulheres da sua família e da sua tribo zagawa, todo um clã que estava igualmente à frente das instituições políticas e económicas do país.

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O Presidente chadiano, Débi, tinha 68 anos e foi reeleito em abril com 79,32% dos votos para um sexto mandato de 6 anos à frente do Chade.

Era um dos principais aliados do Presidente francês, Emmanuel Macron, no grupo G5 Sahel, (Mauritânia, Mali, Burkina Faso, Níger e Chade) na luta contra jiadistas na região oeste africana, com apoio militar de França. 

Ministros e altas patentes militares indicaram ontem que o chefe de Estado se tinha deslocado no fim-de-semana ao terreno de combates opondo o seu exército a um grupo de rebeldes que tinha lançado uma ofensiva a partir de bases na Líbia no dia 11 de abril, primeiro dia das eleições.

Os rebeldes tinham afirmado num comunicado que conseguiram ferir o Presidente Déby, mas a informação não tinha sido confirmada de fonte oficial. Aliás, o exército chadiano chegou mesmo a anunciar ter destruído os rebeldes. 

De notar enfim, que com a morte de Idriss Déby, o poder fica nas mãos dos militares, dirigidos pelo filho, Mahamat Idriss Déby Itno, porque o conselho militar dissolveu o governo e a Assembleia nacional. 

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