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#Guiné-Bissau

Guiné-Bissau: Nuno Nabian toma posse como primeiro-ministro

Intensifica-se a crise pós-eleitoral na Guiné-Bissau.
Intensifica-se a crise pós-eleitoral na Guiné-Bissau. AFP - SEYLLOU
Texto por: RFI
3 min

Este sábado, o ex-primeiro vice-presidente do parlamento, Nuno Nabiam, tomou posse como primeiro-ministro depois de Umaro Sissoco Embaló - empossado na quinta-feira - ter demitido Aristides Gomes e ter nomeado Nuno Nabiam. Ontem, o presidente do Assembleia Nacional Popular da Guiné-Bissau, Cipriano Cassamá, também tomou posse como Presidente interino, numa sessão no parlamento.

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Este sábado, Nuno Nabiam tomou posse na presença de todas as chefias militares do país e diz que vai trabalhar para melhorar a vida das pessoas. Questionado sobre como pensa trabalhar com o parlamento, tendo em conta a atual situação do país, Nuno Nabiam disse que se vai conseguir "chegar a consenso".

Também hoje Umaro Sissoco Embaló afirmou que não há "nenhuma situação de golpe de Estado" no país e que não foi tomada nenhuma restrição dos direitos e liberdades dos cidadãos.

Ontem, o presidente do Assembleia Nacional Popular da Guiné-Bissau, Cipriano Cassamá, também tomou posse, como Presidente interino, numa sessão no parlamento. A posse foi conferida pela deputada Dan Ialá, primeira secretária da mesa do parlamento, invocando o n.º 2 do artigo 71 da Constituição guineense, que prevê que, havendo vacatura na chefia do Estado, o cargo é ocupado pelo presidente da Assembleia Nacional Popular, segunda figura do Estado.

A cerimónia, em que estiveram presentes 52 deputados, acontece depois de Umaro Sissoco Embaló - empossado também na quinta-feira - ter demitido Aristides Gomes do cargo de primeiro-ministro e nomeado Nuno Nabian para o substituir, num decreto presidencial divulgado à imprensa.

Entretanto, o ministro da Presidência do Conselho de Ministros e Assuntos Parlamentares do Governo de Aristides Gomes assumiu o cargo de primeiro vice-presidente do parlamento da Guiné-Bissau.

Na sexta-feira, o candidato às eleições presidenciais Domingos Simões Pereira considerou que a situação que o país atravessa “não dignifica o processo democrático” e que o povo guineense não merecia mais esta crise política.

Umaro Sissoco Embaló, dado como vencedor da segunda volta das presidenciais da Guiné-Bissau pela Comissão Nacional de Eleições, tomou posse simbolicamente como Presidente guineense na quinta-feira, numa altura em que o Supremo Tribunal de Justiça ainda analisa um recurso de contencioso eleitoral interposto pela candidatura de Domingos Simões Pereira, que alega a existência de graves irregularidades no processo.

 

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