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Crise na Guiné-Bissau gera polémica no parlamento cabo-verdiano

Umaro Sissoco Embaló confirmado presidente da Guiné-Bissau pela CNE.
Umaro Sissoco Embaló confirmado presidente da Guiné-Bissau pela CNE. SEYLLOU / AFP
Texto por: RFI
4 min

O primeiro-ministro de Cabo Verde Ulisses Correia e Silva apela à normalização institucional na Guiné-Bissau o mais breve possível.

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A situação política da Guiné-Bissau foi motivo de polémica na Assembleia Nacional de Cabo Verde, na manhã desta quarta-feira, com o deputado do PAICV, José Maria Veiga, a questionar as autoridades nacionais em crioulo sobre  "o que falta" para "condenarem e repudiarem" o que considerou ser “golpe de estado” e “assalto ao poder” na Guiné-Bissau.

 

Após algum debate em torno da situação na Guiné-Bissau com os deputados a trocarem argumentos, a líder parlamentar do MpD, Joana Rosa, afirmou que se pode ingerir nas questões da Guiné-Bissau.

 

Ontem, o primeiro-ministro Ulisses Correia e Silva apelou à normalização institucional na Guiné-Bissau o mais breve possível afirmando que “há coisas que os outros não podem fazer pelos guineenses”.

Recorde-se que a Guiné-Bissau passa, desde a semana passada, por um momento de maior tensão política, depois da decisão de Umaro Sissoco Embaló, dado como vencedor das presidenciais pela Comissão Nacional de Eleições (CNE), de avançar para a presidência do país.

Esta decisão, no entanto, acontece ao mesmo tempo que decorre um recurso de contencioso eleitoral no Supremo Tribunal de Justiça que alega irregularidades graves no processo e que foi apresentado por Domingos Simões Pereira.

Depois da tomada de posse, Embaló demitiu Aristides Gomes, que lidera executivo saído das legislativas e que reúne maioria na Assembleia, e nomeou Nuno Nabian para o cargo.

Face a estes acontecimentos, os militares guineenses ocuparam e encerraram as instituições do Estado, pelo que impediram Aristides Gomes e o seu Governo de continuar em funções.

A crise política levou a Comunidade Económica de Estados da África Ocidental (CEDEAO), mediadora da crise, a ameaçar impor sanções a quem atente contra a ordem constitucional estabelecida no país, acusando mesmo os militares de se imiscuírem nos assuntos políticos.

Odair Santos, correspondente da RFI em Cabo Verde

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