Artístides Gomes apela Forças Armadas para repor normal funcionamento do país

Bissau, Guiné-Bissau
Bissau, Guiné-Bissau © RFI

O primeiro-ministro Aristides Gomes emitiu uma carta aberta ao General Biaguê Na Ntan, Chefe de Estado-Maior General das Forças Armadas da Guiné-Bissau onde solicita apoio para retomar o "normal funcionamento do país".

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O primeiro-ministro Aristides Gomes emitiu uma carta aberta dirigida ao General Biaguê Na Ntan, Chefe de Estado-Maior General das Forças Armadas da Guiné-Bissau onde pede o apoio das Forças Armadas, em conjunto com as forças da ECOMIB no sentido de desocupar o Palácio da República, o Palácio do Governo e a retirada imediata das forças armadas em todos os órgãos de soberania como a Assembleia Popular Nacional, o Supremo Tribunal de Justiça para a retoma do normal funcionamento do país.

O comunicado é emitido dois dias antes da chegada ao país de uma missão de alto nível da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO). A missão, que vai permanecer em Bissau até dia 13 de Março, é composta por peritos constitucionais e de regulação interinstitucional.

A Guiné-Bissau continua dívida com o governo de Aristides Gomes, impedido de trabalhar, e o governo de Nuno Nabian, investido na semana passada pelo autoproclamado Presidente do país. Os dois homens reagiram à chegada da missão da CEDEAO, prevista para segunda-feira, e que será composta por peritos constitucionais.

Nuno Nabian, primeiro-ministro investido pelo auto-proclamado Presidente da Guiné-Bissau, disse esta manhã estar disponível para trabalhar com a missão de alto nível da CEDEAO ao país e reiterou que o seu executivo não está a fazer nada que seja ilegal.

Já o primeiro-ministro Aristides Gomes, cuja residência voltou ontem a ser palco de um momento de tensão, após de ter sido cercada pelas forças de segurança por causa de viaturas de Estado, afirmou que se trata de uma missão técnica, "ligada ao contencioso eleitoral" e que já devia ter chegado há muito tempo ao país.

Uma missão de alto nível CEDEAO chega na segunda-feira a Bissau, em comunicado a organização diz que a missão vai trabalhar com a Comissão Nacional de Eleições e com o Supremo Tribunal de Justiça para ajudar a uma "resolução rápida do contencioso eleitoral criado após a divulgação dos resultados da segunda volta das presidenciais.

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