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Guiné_Bissau/CEDEAO

Guiné-Bissau: CEDEAO reconhece vitória de Umaro Sissoco Embaló e pede novo governo

Umaro Sissoco Embaló, presta juramento como Presidente da Guiné-Bissau a 27 de fevereiro 2020.
Umaro Sissoco Embaló, presta juramento como Presidente da Guiné-Bissau a 27 de fevereiro 2020. REUTERS/Alberto Dabo
Texto por: RFI | Mussá Baldé
4 min

A CEDEAO reconhece Umaro Sissoco Embaló como Presidente da Guiné-Bissau e pede a formação de um novo Governo até 22 de maio, respeitando os resultados das últimas eleições legislativas.

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Em comunicado datado de 22 de abril 2020,  a comunidade Económica dos Estados da África Ocidental -  CEDEAO - reconhece Umaro Sissoco Embaló como o vencedor da segunda volita das eleições residenciais de 29 de dezembro passado.

Ao mesmo tempo que reconhece Umaro Sissoco Embaló como o Presidente da Guiné-Bissau, a CEDEAO pede que até 22 de maio seja nomeado um novo primeiro-ministro e formado um novo Governo, com base nos resultados das eleições legislativas de 10 de março passado.

A CEDEAO pede ainda aos actores políticos guineenses que se empenhem na reforma constitucional, para que dentro de seis meses haja um referendo sobre o novo texto.

Em declarações aos jornalistas, no final de uma cimeira extraordinária de lideres da CEDEAO, por video-conferência, Sissoco Embaló disse que a CEDEAO apenas confirmou o que já se sabia, desde o momento em que a Comissão Eleitoral guineense o proclamou vencedor das eleições presidenciais..

Umaro Sissoco Embaló, disse ainda que vai convocar os actores políticos para um diálogo franco, mas não foi explícito sobre o que pensa fazer em relação à recomendação da CEDEAO no sentido de formar um novo Governo, a partir dos resultados das legislativas, o que seria devolver a governação ao PAIGC e aos seus aliados no parlamento.

A partir de Lisboa onde se encontra atualmente, Domingos Simões Pereira, o líder do PAIGC e adversário de Sissoco Embalo na segunda volta das presidenciais, lamentou que a CEDEAO esteja a reconhecer um golpe de Estado na Guiné-Bissau, numa altura em que disse ter tolerância zero sobre aquela forma de assumpção do poder.

 

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