Acesso ao principal conteúdo
Guiné-Bissau/Política

CEDEAO reconhece Umaro Sissoco Embaló como Presidente legitimo de Guiné-Bissau

CEDEAO reconheceu Umaro Sissoco Embaló como vencedor das presidenciais de 29 de Dezembro de 2019 na Guiné-Bissau.
CEDEAO reconheceu Umaro Sissoco Embaló como vencedor das presidenciais de 29 de Dezembro de 2019 na Guiné-Bissau. AFP - SEYLLOU
Texto por: RFI
6 min

Emendar a Constituição é uma necessidade na Guiné-Bissau, para que o país não atravesse períodos de crise sucessivos, declarou à RFI o presidente da Comissão da CEDEAO, o marfinense Jean-Claude Brou. Brou sublinhou que  o objectivo dos países da CEDEAO é contribuir para uma estabilidade política duradoura na Guiné-Bissau. O presidente da Comissão da Cedeao afirmou que depois terem analisadoos resultados,os chefes de Estado do referido bloco africano,decidiram validar a vitória,de Umaro Sissoco Embaló,na eleição presidencial guineense.     

Publicidade

Depois de um impasse de quatro meses a CEDEAO, validou  na  quinta-feira , dia  23  de Abril, a  eleição de Umaro Sissoko Embalo à presidência da Guiné-Bissau.

Os quinze chefes de Estado da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental decidiram reconhecer  Umaro Sissoco Embaló como novo presidente da Guiné-Bissau, salientando que este país necessita de uma reforma constitucional, para que ponha duradouramente um termo as suas crises políticas sucessivas.

Em declarações à RFI, numa entrevista com Christophe Boisbouvier, o presidente da Comissão da CEDEAO, Jean-Claude Brou,  afirma que depois  de uma análise dos resultados do controverso escrutínio eleitoral, que na segunda segunda volta colocou frente a frente os dois antigos Primeiros-ministros, Umaro Sissoco Embaló e Domingos Simões Pereira, os chefes de Estados da CEDEAO, decidiram no âmbito de uma reunião por videoconferência, considerar válida  a eleição de Sissoco Embalo e recomendar a  implementação de uma reforma  da Constituição da Guiné-Bissau, de forma a criar as condições para o estabelecimento de um quadro político e democrático normal, no país da África ocidental.  

  

Jean-Claude Brou, presidente da Comissão da CEDEAO entrevistado por Christophe Boisbouvier

     

"Os chefes de Estado que analisaram a situação, estimaram que era  evidente, naa medida em que a  eleição havia decorrido de uma forma  normal . As  verificações foram efectuadas. Os resultados provisórios e definitivos foram sempre idênticos, por  isso  os  chefes de Estado reconheceram a vitória eleitoral do senhor Umaro Sissoco. Os chefes  e Estado salientaram  também  alguns aspectos importantes,  porque no que toca à Guiné-Bissau ,nós temos que trabalhar em prol da estabilidade, uma estabilidade a longo prazo.

Ora, o que os chefes de Estado preconizaram  é que a nomeação do Primeiro-ministro e a formação do Governo respeitem as disposições constitucionais. PE para isso eles deram um prazo até 22 de Maio, de forma que essas  disposiçéoes sejam implementadas. Eles insistiram  também nem decisões que já tinham sido tomadas há alguns anos, sobre a reforma constitucional .

É necessário reformar a Constituição da Guiné-Bissau, para evitar saltemos de crise em crise.

No que toca à CEDEAO, todos os nossos países têm uma Constituição de regime presidencial. Existem apenas dois países ,que possuem uma Constituição de regime parlamentar. Eles são Cabo Verde e a Guiné-Bissau".

                                              (Jean-Claude Brou, presidente da Comissão da CEDEAO)  

Os dirigentes da Guiné-Bissau, com Sissoco Embaló na liderança, terão até ao dia 22 de Maio para tomar as decisões conducentes à normalidade da vida política no país, designadamente a nomeação de um novo Primeiro-ministro, que de acordo com a Constituição bissau-guineense, deverá pertencer ao PAIGC (Partido da Independência da Guiné e de Cabo Verde).

A CEDEAO considera que sem estabilidade política, na Guiné-Bissau, não haverá desenvolvimento económico e social.      

 

NewsletterReceba a newsletter diária RFI: noticiários, reportagens, entrevistas, análises, perfis, emissões, programas.

Acompanhe toda a actualidade internacional fazendo download da aplicação RFI

Página não encontrada

O conteúdo ao qual pretende aceder não existe ou já não está disponível.