Acesso ao principal conteúdo
Guiné-Bissau/Contencioso Eleitoral

Guiné-Bissau: STJ analisa esta sexta-feira recurso interposto pelo líder do PAIGC

Domingos Simões Pereira (esq) interpôs recurso contra Umaro Sissoco Embaló (esq) declarado vencedor da segunda volta das eleições presidenciais de 29 de dezembro 2019.
Domingos Simões Pereira (esq) interpôs recurso contra Umaro Sissoco Embaló (esq) declarado vencedor da segunda volta das eleições presidenciais de 29 de dezembro 2019. SEYLLOU / AFP
Texto por: RFI | Mussá Baldé
5 min

Volvidos quase cinco meses, os juízes do Supremo Tribunal de Justiça vão analisar esta sexta-feira o dossier sobre o contencioso das últimas eleições presidenciais, interposto por Domingos Simões Pereira.

Publicidade

O contencioso eleitoral foi suscitado por um recurso interposto em janeiro por Domingos Simões Pereira, candidato que não concordou com os procedimentos adotados pela Comissão Eleitoral, antes da divulgação dos resultados das eleições, em que Umaro Sisssoco Embaló foi dado como o vencedor do escrutínio.

Uma fonte do Supremo garantiu à RFI que a reunião plenária dos juízes do Supremo, nas vestes de Tribunal Eleitoral, deve ocorrer esta sexta-feira (12/06).

Estão convocados oito juízes e o presidente do órgão, Paulo Sanhá, ausente do país desde janeiro, não figura da convocatória.

Alguns sectores judiciais e políticos não vêm com bons olhos a decisão do Supremo Tribunal em só agora apreciar o recurso contencioso interposto por Domingos Simões Pereira em janeiro.

O PAIGC, partido liderado por Simões Pereira, através dos seus mandatários judiciais, apresentou uma série de requerimentos pedindo ao plenário do Supremo o indeferimento da reunião.

Os advogados do PAIGC alegam, por exemplo, que a reunião foi convocada por uma entidade sem competências para tal, um secretário judicial, que um dos juízes conselheiros, Ladislau Embassa, não pode participar na reunião por ter sido, até recentemente, Procurador-Geral da República e ter dado a sua opinião sobre o contencioso eleitoral.

O analista político Rui Landim defende que "não se pode esperar nada de substancial" da reunião porque "os juízes conselheiros actuam sob a ameaça do novo poder" instalado em Bissau e o comentador radiofónico, Luís Vaz Martins, acha estranha a convocação de uma reunião desta natureza, numa altura em que o país observa estado de emergência sanitária, devido à Covid-19 de novo prolongado por mais 15 dias a partir de 10 de junho 2020.

Com a colaboração do correspondente em Bissau, Mussa Baldé

 

 

NewsletterReceba a newsletter diária RFI: noticiários, reportagens, entrevistas, análises, perfis, emissões, programas.

Acompanhe toda a actualidade internacional fazendo download da aplicação RFI

Página não encontrada

O conteúdo ao qual pretende aceder não existe ou já não está disponível.