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Guiné-Bissau

Bissau confirma estudo com vacinas contra a poliomielite

Mariana Braga/Flickr
Texto por: Lígia ANJOS
2 min

O Ministério da Saúde da Guiné-Bissau confirmo que está a decorrer um estudo do Projecto de Saúde de Bandim sobre o uso de vacinas contra a poliomielite para combate ao novo coronavírus. A Sociedade Civil denuncia a realização de ensaios clínicos.

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"O ministro da Saúde esclareceu que o que está em curso é um estudo promovido pelo Projecto de Saúde de Bandim, para apurar a validade ou a pertinência científicas do uso de vacinas até aqui aplicadas no combate à poliomielite para o combate da nova pandemia de covid-19", refere um comunicado.

A Sociedade Civil pede ao responsável pelo Projecto Saúde Bandim, ao ministro da Saúde Pública e ao responsável pelo Comité de Ética do Ministério da Saúde Pública (MINSAP) esclarecimentos face à denúncia da realização de ensaios clínicos de vacinas contra a poliomielite na prevenção do Covid-19 a 3.400 cidadãos guineenses.

O colectivo, representado pelos artistas Welket Bungué, Manecas Costa, Ady Batista, Babetida Sadjo e Nú Barreto, a bióloga Bianca Flamengo, a activista Adama Baldé,o escritor Edson Incopté, o jornalista Carlos Pereira,ou ainda o modelo Fernando Cabral questiona "as bases científicas e/ou vantagens de implementação do estudo que justificam a escolha da Guiné-Bissau para a sua realização". O grupo de cidadãos e cidadã pede "garantias de que existam estruturas que permitam o enquadramento e a execução precisa e cientificamente adequada do estudo".

A Sociedade Civil solicita, ainda, que seja tornado público o "despacho que autoriza a realização do estudo emitido pelo MINSAP, com a devida assinatura e chancela das autoridades do ministério".

No dia 11 de Junho, um jornal brasileiro apontou a Guiné-Bissau como palco de um estudo sobre o uso da vacina contra poliomielite para o tratamento da Covid-19. O ensaio clínico deverá decorrer nos próximos seis meses e vai testar o uso da vacina oral antipólio num grupo de 3.400 guineenses acima dos 50 anos, pessoas consideradas vulneráveis à Covid-19, mas que ainda não tenham tido contacto com o vírus.

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