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#Guiné-Bissau/Crise política

Nuno Nabian diz que CEDEAO reconhece o seu governo

O primeiro-ministro da Guiné-Bissau, Nuno Nabian, em Lisboa, 11 de Julho de 2020.
O primeiro-ministro da Guiné-Bissau, Nuno Nabian, em Lisboa, 11 de Julho de 2020. LUSA - RODRIGO ANTUNES
Texto por: RFI
2 min

O primeiro-ministro da Guiné-Bissau, Nuno Nabian, afirmou, em Lisboa, que a CEDEAO, reconheceu o seu Governo. Numa entrevista à agência Lusa publicada este domingo, Nuno Nabian defendeu que o seu executivo respeita a Constituição e os resultados eleitorais, um dia depois de cerca de 500 guineenses terem contestado a sua legitimidade num protesto na capital portuguesa.

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O primeiro-ministro da Guiné-Bissau, Nuno Nabian, disse que a CEDEAO, reconheceu o seu Governo. Recordo que Domingos Simões Pereira, líder do PAIGC, o partido que venceu as legislativas de março de 2019, denunciou à RFI que esse governo e a aprovação de uma nova maioria parlamentar é "brincar com o país".

Na quarta-feira, o Conselho de Segurança da ONU expressou  preocupação com os recentes incidentes na Guiné-Bissau e admitiu a possibilidade de adoptar "medidas apropriadas".

Em entrevista à agência Lusa, Nuno Nabian defendeu que o seu executivo respeita a Constituição e os resultados eleitorais.     

"A CEDEAO reconhece o Governo actual, porque tudo aquilo que é da base da Constituição foi cumprido de acordo com as recomendações da CEDEAO", afirmou Nuno Nabian.    

Nuno Nabian, Primeiro-Ministro da Guiné-Bissau

Este sábado, cerca de 500 guineenses a viver em Portugal participaram numa manifestação em Lisboa para pedir o respeito pela Constituição e para se oporem à visita do primeiro-ministro Nuno Nabian a Portugal. Mariano Quade, um dos organizadores do protesto, explica porquê: “Esta manifestação é feita num momento em que temos um primeiro-ministro que também foi colocado à força, à revelia daquilo que é a ordem democrática. E também estranhamos, e de que maneira, a recepção ou o acolhimento oficial que tem sido dado a um primeiro-ministro que não está de acordo com aquilo que é a Constituição.

Mariano Quade, Organizador de protesto em Lisboa

 

Protesto da diáspora guineense contra a crise política na Guiné-Bissau. Lisboa, 11 de Julho de 2020.
Protesto da diáspora guineense contra a crise política na Guiné-Bissau. Lisboa, 11 de Julho de 2020. © LUSA - TIAGO PETINGA

A Guiné-Bissau está a viver um período de especial tensão política desde o início do ano, depois de a Comissão Nacional de Eleições ter declarado Umaro Sissoco Embaló vencedor da segunda volta das eleições presidenciais.

O candidato dado como derrotado, Domingos Simões Pereira, líder do PAIGC, não reconheceu os resultados eleitorais, alegando que houve fraude e meteu um recurso de contencioso eleitoral no Supremo Tribunal de Justiça, que não tomou, até hoje, qualquer decisão.

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