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#Guiné-Bissau/Ecomib

Ecomib começa a sair da Guiné-Bissau

Soldados da Ecomib na Guiné-Bissau. 6 de Junho de 2012.
Soldados da Ecomib na Guiné-Bissau. 6 de Junho de 2012. ALFA BALDE / AFP
Texto por: Mussá Baldé
6 min

Um primeiro contingente com 130 soldados da Ecomib saiu da Guiné-Bissau, na quinta-feira à noite, anunciou, esta sexta-feira, o general Mamadu Bá, chefe das operações das Forças Armadas guineenses.

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 O contingente do Togo foi o primeiro a partir e deixa em Bissau 10 soldados para o embarque do equipamento de apoio. Os soldados deixaram Bissau num voo fretado pela CEDEAO a uma companhia privada oeste africana.

O general Mamadu Bá, chefe das operações das Forças Armadas guineenses, saudou "a forma como a Ecomib ajudou os guineenses" ao longo dos últimos oito anos.

Mamadú Bá, que falava em representação do chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas, Biague Na Ntan, salientou que os elementos da força da Ecomib "podem levar a Guiné-Bissau no coração" e que os nacionais deste país também guardarão "boas recordações" daqueles soldados.

"Somos irmãos de armas, mas também somos irmãos de verdade, porque somos todos africanos", salientou.

Recorde-se que o actual Presidente do país, Umaro Sissoco Embaló, deu por finda a missão em Março, mas a situação criada pela pandemia de covid-19 prolongou a estada.  

Desde essa altura, o contingente da Ecomib estava acantonado em diferentes quartéis de Bissau e em Cumeré, 40 quilómetros a norte da capital guineense.

Fontes militares disseram ser "impossível de momento" precisar a data em que o resto do contingente irá sair do território guineense devido ao encerramento de fronteiras de alguns países africanos por causa da covid-19 e da escassez de voos.

A Ecomib foi criada em 2012, na sequência de um golpe de Estado. É constituída por cerca de 700 soldados e polícias de países da Comunidade Económica da África Ocidental (CEDEAO), nomeadamente do Burkina Faso, Nigéria, Senegal e Togo e mais tarde foi reforçada por peritos em defesa da Costa do Marfim. A sua missão foi dar protecção aos titulares e edifícios onde funcionam os órgãos de soberania e aos principais líderes políticos guineenses.

Oiça aqui a reportagem de Mussa Baldé.

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