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Guiné Bissau

Secretário-geral da ONU quer manutenção de sanções a militares da Guiné Bissau

Cúpula militar reunida em Bissau a 1 de Setembro  dia em que se conheceu relatório de António Guterres recomendando ao conselho de segurança a manter sanções a militares guineenses
Cúpula militar reunida em Bissau a 1 de Setembro dia em que se conheceu relatório de António Guterres recomendando ao conselho de segurança a manter sanções a militares guineenses © rfi/Mussá Baldé
Texto por: Mussá Baldé
4 min

Não é desta que os militares guineenses terão as sanções internacionais levantadas. O secretário-geral da ONU pede ao Conselho de Segurança  da ONU para manter as sanções e que analise a possibilidade de impor as mesmas medidas para civis que possam estar a perturbar a ordem democrática na Guiné-Bissau.

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A recomendação de António Guterres consta de um relatório que o Conselho de Segurança pediu ao secretário-geral da ONU em Fevereiro.

O Conselho Segurança quis saber do Secretário-Geral se havia condições para levantar as sanções impostas a um conjunto de militares guineenses, acusados de autoria material no golpe de Estado de abril de 2012.

Para António Guterres as sanções devem ser mantidas até porque podem ajudar as autoridades nos esforços que devem ser realizados com vista a estabilização da Guiné-Bissau.

No mesmo relatório, o Secretário-Geral indicou ao Conselho de Segurança que há sinais preocupantes sobre um alegado envolvimento de militares no período pós-eleições presidenciais de dezembro de 2019.

António Guterres não só quer a manutenção de sanções aos militares como ainda admite a possibilidade de outras sanções às pessoas que possam estar a dificultar a ordem constitucional na Guiné-Bissau, militares ou civis.

O Secretário-Geral exorta o Conselho de Segurança para a necessidade de enviar à Bissau uma equipa de peritos com a missão de compreender melhor os fatores que levaram as forças de defesa a envolverem-se recentemente no processo político.

A missão teria também como objetivo identificar guineenses que possam estar envolvidas no tráfico de drogas ilícitas e que utilizam o dinheiro desse negócio para perturbar a ordem constitucional.

De Bissau, o nosso correspondente, Mussá Baldé. 

Correspondência de Bissau, 1/9/2020

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