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Guiné-Bissau

Presidente guineense quer receber activistas que alegam ser vítimas de tortura

Umaro Sissoco Embalo, chefe de Estado da Guiné-Bissau.
Umaro Sissoco Embalo, chefe de Estado da Guiné-Bissau. SEYLLOU / AFP
Texto por: RFI
3 min

O Presidente da Guiné-Bissau, Umaro Sissoco Emabló, prometeu que vai falar pessoalmente com os dois activistas que alegam ser vítimas de tortura por parte de elementos da segurança presidencial. 

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Em entrevista à agência de notícias Lusa, Umaro Sissoco Embal garantiu que na segunda-feira  vai encontrar-se com os dois activistas que alegam ser vítimas de tortura por parte da segurança presidencial. 

'"Na segunda-feira vou mesmo falar com eles, porque eu considero-os como meus filhos", disse. 

O Chefe de Estado guineense, que terminou na sexta-feira a visita de Estado de dois dias a Portugal, disse ainda que foi ele a solicitar à Procuradoria-Geral da República e à Polícia Judiciaria para para abrir um inquéritos para averiguar.

"Eu acompanhei a conferencia de imprensa, são jovens do MADEM-G15. Eu é que dei a orientação ao Procurador-Geral da República e à Polícia Judiciária para abrir um inquérito", referiu. 

O Presidente guineense mostrou-se preocupado com outros episódios de violência que envolveram ataques a um deputado e a um dirigente do PAIGC, na oposição. 

Os activistas deram ontem uma conferência de imprensa, na Casa dos Direitos, em Bissau, acompanhados pelo presidente da Liga Guineense dos Direitos Humanos, o advogado Augusto da Silva.

De forma detalhada, Queba Sani, conhecido por RKelly e Carlos Sambu contaram que foram raptados na segunda-feira, 5 de Outubro, no princípio da noite no bairro de Ajuda e levados ao palácio da República.

Nesse local, contaram que foram espancados durante 30 minutos, por elementos pertencentes ao Batalhão do Palácio, despidos de toda a roupa que traziam e depois foram conduzidos para a sede da polícia, no ministério do Interior.

Acusam directamente um responsável do corpo de segurança do Presidente Umaro Sissoco Embaló pelo sucedido. Tudo teria que ver com supostas críticas que os dois jovens activistas teriam feito nas redes sociais a personalidades do actual poder político.

O Procurador-Geral da República, Fernando Gomes, anunciou que vai mandar abrir um inquérito para apurar os responsáveis daquilo que chamou de “acto ignóbil".

 

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