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Guiné-Bissau

Liga e Presidência guineense de costas voltadas

Presidente guineense descontente com a actuação da Liga dos direitos humanos no caso de dois activistas que alegam ter sido espancados.
Presidente guineense descontente com a actuação da Liga dos direitos humanos no caso de dois activistas que alegam ter sido espancados. ©REUTERS/Christophe Van Der Perre/File Photo
Texto por: Mussá Baldé
4 min

O Presidente da Guiné-Bissau está numa acesa polémica com a Liga dos Direitos Humanos.A Liga condenou o alegado rapto e espancamento de dois jovens activistas políticos, que teriam sido torturados no palácio da República.O Presidente Umaro Sissoco Embalo diz que a Liga é tendenciosa.Hoje, a organização dos Direitos Humanos, reagiu em conferência de imprensa.

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É caso para dizer que estalou o verniz entre a Liga Guineense dos Direitos Humanos e o presidente Umaro Sissoco Embaló.

A discórdia entre as duas entidades está relacionada com o rapto e espancamento de dois jovens activistas políticos, alegadamente às mãos de um elemento do corpo de Segurança do Presidente Embalo.

No sábado, ao chegar a Bissau, vindo de Lisboa, o Presidente Embalo atacou fortemente a Liga Guineense dos Direitos Humanos, dizendo, por exemplo, que aquela organização é parcial e tendenciosa nas suas actuações.

Sissoco Embaló questionou a Liga sobre a sua actuação aquando da detenção e espancamento de outras figuras políticas do país. O Presidente deixou entender que os dois jovens activistas estariam a ser empurrados pela Liga dos Direitos Humanos.

Em resposta, o presidente da Liga, o advogado Augusto da Silva, disse que o Presidente Sissoco Embaló pretende implantar o terror na Guiné-Bissau e limitar a liberdade de expressão dos cidadãos 

A Liga afirma ainda que existe actualmente  na Guiné-Bissau um esquadrão de repressão que poderia estar ligado ao Presidente Embaló.

Num outro registo, o Presidente Embaló disse que a Justiça tem que ser capaz de moralizar a sociedade, combater fenómenos como criminalidade, trafico de drogas, corrupção branqueamento de capital, terrorismo e dos coronavírus sociais".

O Presidente Sissoco Embaló falava na sessão de encerramento do Dia Nacional da Justiça, que se assinala na Guiné-Bissau a 12 de outubro.

Confira aqui o apontamento de Mussá Baldé em Bissau para a RFI.

Correspondência da Guiné-Bissau, 12/10/2020

 

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