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Guiné-Bissau/Aristides Gomes

Guiné-Bissau: defesa de Aristides Gomes vai apresentar queixa-crime

Defesa de Aristides Gomes, antigo primeiro-ministro da Guiné-Bissau, vai apresentar queixa-crime contra magistrado do Tribunal da Relação de Bissau.
Defesa de Aristides Gomes, antigo primeiro-ministro da Guiné-Bissau, vai apresentar queixa-crime contra magistrado do Tribunal da Relação de Bissau. Lusa
Texto por: Mussá Baldé
4 min

Os advogados de Aristides Gomes vão apresentar uma queixa-crime contra o magistrado do Tribunal Regional de Bissau, que divulgou um alegado despacho contra o ex primeiro-ministro, afirmando que existe uma ordem que o impede, entre outros, de sair da Guiné-Bissau.

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Os advogados de Aristides Gomes vão passar ao ataque e em conferência de imprensa, esta sexta-feira, 16 de Outubro, em Bissau, afirmaram que todo o alegado processo que envolve o nome do antigo primeiro-ministro Aristides Gomes, é forjado e falso.

Falando em nome de um colectivo de advogados que defendem Aristides Gomes, o causídico Luís Vaz Martins afirma que só há dois caminhos a seguir neste processo:

A justiça guineense terá que permitir que Aristides Gomes saía do país, como é sua pretensão.

Os defensores de Aristides Gomes vão avançar com uma queixa-crime contra o magistrado, que lhe tentou impor um processo forjado.

Luís Vaz Martins disse que a queixa-crime contra o magistrado, será intentada na próxima semana no Tribunal da Relação em Bissau e se for o caso junto do Tribunal de Justiça da CEDEAO.

Os advogados de Aristides Gomes querem ver a justiça castigar o magistrado, que dizem, tentou forjar um processo-crime contra o político e ainda sugeriu que Gomes estaria impedido de sair da Guiné-Bissau.

Os advogados de Aristides Gomes querem que a ONU, em Bissau, trabalhe no sentido de facilitar a sua saída do país.

Aristides Gomes está refugiado na sede da ONU em Bissau desde fevereiro, quando ele e o seu governo foram demitidos por ordens do Presidente Umaro Sissoco Embaló.

Os defensores de Aristides Gomes criticaram duramente a actuação do Procurador-Geral da República, Fernando Gomes neste processo.

Luís Vaz Martins disse mesmo ser incompreensível que Fernando Gomes, alguém considerado maior defensor dos direitos humanos na Guiné-Bissau no passado, esteja agora, citamos a "perseguir com a capa da justiça, um adversário político".

Mussa Baldé, correspondente em Bissau

 

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