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Guiné-Bissau: Ministro da Economia apresenta demissão

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Imagem de arquivo © AFP - EMILIE IOB

O ministro da Economia da Guiné-Bissau, Victor Mandinga, pediu demissão do cargo, esta quinta-feira, por considerar que foi esvaziado das suas competências com a nomeação do vice-primeiro-ministro, Soares Sambú.

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O ministro da Economia, Plano e Integração Regional da Guiné-Bissau, Victor Mandinga, apresentou a demissão por considerar que foi esvaziado das suas competências com a nomeação do vice-primeiro-ministro, Soares Sambú.

O ministro demissionário disse que sai do Governo para evitar "desgaste intelectual" e para manter o seu "capital político e técnico".

O Presidente da Guiné-Bissau, Umaro Sissoco Embaló, nomeou na terça-feira Soares Sambú como vice-primeiro-ministro, ministro da Presidência do Conselho de Ministros e coordenador para a área económica.

Na carta enviada ao primeiro-ministro, Nuno Nabiam, Victor Mandinga explica que "os poderes de decisão e a cadeia de comando das acções governativas do ministro da Economia ficaram alteradas”, algo que se traduz pelo “esvaziar” das suas “competências orgânicas.

Victor Mandinga escreve também que nos últimos meses percebeu que a sua visão sobre "reformas e medidas de política económica" são diferentes do actual vice-primeiro-ministro.

Victor Mandinga, economista formado em Portugal, nota que de há uns tempos a esta parte a sua visão enquanto ministro da Economia era diferente da de Soares Sambu, que era conselheiro económico do Presidente.

Além disso, o ministro demissionário refere que não subscreveu o Orçamento Geral de Estado para 2021 por considerar que este não tem em conta a reforma da Função Pública.

Nem o primeiro-ministro, nem o Presidente reagiram ainda ao pedido de demissão de Victor Mandinga.

Victor Mandinga foi eleito deputado do Movimento para a Alternância Democrática (Madem-G15), depois de ter abandonado o Partido da Convergência Democrática, acabando por integrar o Governo de Nuno Gomes Nabiam.

Soares Sambú foi director de campanha de Umaro Sissoco Embaló e faz parte da direcção do Madem-G15, liderado por Braima Camará, que apoiou a candidatura de Embaló.

Na terça-feira, após a nomeação do novo vice-primeiro-ministro, o chefe de Estado exonerou do cargo de ministro da Presidência do Conselho de Ministros e Assuntos Parlamentares Mamadu Serifo Jaquité, também deputado pelo Madem-G15.

Correspondência de Mussa Baldé do dia 6 de Novembro de 2020

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