Guiné-Bissau

PAIGC denuncia má gestão das finanças públicas

Sede do PAIGC em Bissau
Sede do PAIGC em Bissau RFI
Texto por: Mussá Baldé
4 min

O PAIGC deu uma conferência de imprensa, esta quarta-feira, onde afirmou que as finanças públicas da Guiné-Bissau estão a ser mal geridas. O principal partido de oposição denunciou que o executivo está a realizar pagamentos indevidos a vários dirigentes no poder no país.

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O partido liderado por Domingos Simões Pereira fez uma hoje série de denúncias sobre pagamentos que o executivo guineense estaria a fazer a políticos e empresários ligados ao actual regime.

Em causa está a intenção do governo pagar cerca de 4,5 milhões de euros a Braima Camará, líder do partido Madem G-15, o pagamento de cerca de 419 mil euros a Victor Mandinga, deputado e ministro da Economia e Integração Regional, e cerca de um milhão de euros ao antigo Presidente guineense, José Mário Vaz.

O PAIGC diz que se trata de “negócios nebulosos”, troca de favores e que devem ser investigados pela Procuradoria-geral da República, por envolverem figuras políticas que apoiaram Umaro Sissoco Embaló nas eleições presidenciais e agora estão no executivo.

Acusações desmentidas pelo ministro das Finanças, João Fadiá, que em conferência de imprensa, acusou o PAIGC de ter memória curta, numa alusão à forma como geriu as finanças públicas em 2015, quando estava no poder.

O responsável pela pasta das Finanças disse que foi o executivo do PAIGC que determinou que os subsídios de representação são atribuídos aos titulares de órgãos de soberania e é neste quadro que o ex-presidente José Mário Vaz recebeu os cerca de milhão de euros, mas que o anterior governo recusava pagar.

Quanto ao pagamento a Braima Camará, trata-se de uma dívida contraída pelo Governo com o empresário pela utilização do seu hotel para alojar doentes e técnicos cubanos no combate à Covid-19.

 

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