Guiné Bissau

Libertados os 2 médicos que assistiram o falecido Bernardo Catchura em Bissau

Libertados os 2 médicos que assistiram o falecido Bernardo Catchura em Bissau
Libertados os 2 médicos que assistiram o falecido Bernardo Catchura em Bissau © RFI
Texto por: Mussá Baldé
4 min

Os médicos que assistiram Bernardo Catchura, falecido no passado dia 30 de Janeiro em Bissau, já se encontram em liberdade. O Movimento dos Cidadãos Inconformados diz que a sua liberdade só ocorreu graças à pressão do PGR, sobre o magistrado que conduz o processo de inquérito. A RFI sabe que a decisão da soltura dos dois médicos é do Juiz de Instrução Criminal do Tribunal Regional de Bissau. 

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Os dois médicos que estavam detidos foram postos em liberdade na segunda-feira.

E esta terça-feira continuam a surgir desenvolvimentos à volta da prisão e libertação dos dois profissionais de saúde.

O Movimento de Cidadãos Conscientes e Inconformados diz que os médicos Lassana Ntchasso e Arlindo Quadê só foram postos em libertadade devido à interferência do Procurador-geral da República.

O Movimento, que foi liderado pelo falecido Bernardo Catchura, diz que o Procurador, Fernando Gomes não quer que se faça justiça neste caso, que para o Movimento trata-se de pura negligência médica.

Também num comunicado, a Ordem dos Médicos da Guiné-Bissau avisa que de agora em diante qualquer cirurgia médica nos hospitais públicos do país só pode ter lugar mediante uma autorização da Procuradoria, da Polícia de Ordem Pública ou das autoridades administrativas.

Ou seja, o médico que não seja especialista em cirurgia só pode intervir em caso de urgência médica se tiver uma autorização daquelas entidades.

A Ordem dos Médicos diz ter assumido esta posição para salvaguarda dos associados que estão a ser vítimas num caso que tentaram ajudar a resolver.

Uma fonte ligada ao Movimento dos Inconformados disse à RFI que se trata de uma pura chantagem da Ordem dos Médicos para pressionar a sociedade e a justiça a absolver os dois médicos que estiveram detidos durante cinco dias.

De Bissau, o nosso correspondente, Mussá Baldé.

Correspondência da Guiné-Bissau, 9/2/2021

 

 

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