Guiné-Bissau / Guiné-Conacri

Guiné-Bissau preocupada com surto de Ébola na vizinha Guiné-Conacri

Pessoal médico com equipamento de protecção em Conacri aquando da epidemia de Ébola em 2015.
Pessoal médico com equipamento de protecção em Conacri aquando da epidemia de Ébola em 2015. © Cellou Binani, AFP
Texto por: Mussá Baldé
4 min

A Guiné-Bissau está atenta "mas sem muita preocupação" com um surto da gripe aviária no Senegal. O que faz mesmo soar o sinal de alerta vermelho na Guiné-Bissau é o surgimento de casos de infecção e de mortes pelo Ébola na vizinha Guiné-Conacri, as autoridades sanitárias guineenses tendo convocado para amanhã terça-feira, uma reunião de emergência sobre o assunto.

Publicidade

Cinco anos depois do fim de uma grave e longa epidemia que matou 11.300 pessoas, boa parte na África Central e Ocidental, nomeadamente na Guiné-Conacri, este país está a conhecer um novo surto de febre hemorrágica.

A informação chegou, de forma oficial, ao Ministério da Saúde, no Domingo, através de uma nota da delegação da OMS em Bissau.

O coordenador do Centro de Operações de Emergência em Saúde (COES), Dionísio Cumba, disse esta Segunda-feira que a situação é bastante preocupante, tendo em conta a proximidade e a mobilidade da população entre os dois países.

Dionísio Cumba explicou que a informação da OMS dava conta do caso de uma enfermeira que morreu do Ébola, cujo cadáver foi levado para uma outra localidade e que agora a doença está a alastrar-se na Guiné-Conacri.

A preocupação das autoridades sanitárias guineenses é no sentido de saber se existe alguém que possa ter estado naquele funeral e que agora se encontra no país.

A Guiné-Bissau faz fronteira a leste e a sul com a Guiné-Conacri. Actualmente não existem restrições de acesso entre os dois países.

Na Terça-feira, o COES vai reunir delegados da Saúde das regiões leste e sul, ONG que actuam naquela zona e parceiros internacionais para propor medidas de prevenção ao Ébola.

Num outro aspecto, há relatos de um surto da gripe aviária H5N1 no norte do Senegal.

O director-geral da Pecuária da Guiné-Bissau, Bernardo Cassamá, disse que a situação merece atenção mas sem grandes preocupações porquanto toda a importação de produtos avícolas feita no Senegal ocorre na região sul daquele país onde ainda não há relato de qualquer surto da gripe aviária.

 

 

 

 

NewsletterReceba a newsletter diária RFI: noticiários, reportagens, entrevistas, análises, perfis, emissões, programas.

Acompanhe toda a actualidade internacional fazendo download da aplicação RFI