Guiné-Bissau

Guiné-Bissau: Presidente exonera chefias militares

Umaro Sissoco Embaló, Presidente da Guiné-Bissau. Bissau, 28 de Dezembro de 2019.
Umaro Sissoco Embaló, Presidente da Guiné-Bissau. Bissau, 28 de Dezembro de 2019. AFP - SEYLLOU
Texto por: Mussá Baldé
4 min

Numa altura em que adensam rumores sobre um hipotético golpe de Estado militar na Guiné-Bissau, o Presidente do país, Umaro Sissoco Embaló procedeu à mudanças no comando das Forças Armadas. O próprio Presidente Sissoco Embalo comentou na semana passada os rumores sobre o  golpe de que se fala. Esta sexta-feira à noite acabou por exonerar o chefe do Estado-Maior General das Força Aérea.

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Há muito que já se falava que o major-general Ibraima Papa Camará ia sair da chefia da força aérea e esta sexta-feira à noite, 19 de Fevereiro, acabou acontecer. Para o seu lugar, o Presidente guineense nomeou o coronel Joaquim Filinto Silva Ferreira, que estava nos serviços de logística no ministério da Defesa Nacional.

O coronel Joaquim Filinto Ferreira é um piloto militar e vai agora liderar a força aérea tendo como adjunto, o também coronel Mamadu Saliu Embaló.

O decreto do Presidente Sissoco Embaló não especificou os motivos da exoneração do general Papa Camará do comando da força aérea, mas nos círculos políticos guineenses há muito que descreviam um mal-estar entre Camará e o chefe das Forças Armadas, o general Biague Na Ntan.

Ibraima Papa Camará deixa o comando da força aérea, passando a liderar o Instituto da Defesa Nacional em substituição do também major-general Augusto Mário Co, que passa à reserva.

O Presidente guineense também operou mudanças na Marinha de Guerra. Nomeou o capitão-de-mar-e-guerra Vitorino Tegba para as funções de vice-chefe de Estado-Maior da Armada em substituição do Comodoro Armando Sigá, que morreu no final do ano passado em Portugal, vítima de doença.

Todas estas mudanças no comando das Forças Armadas guineenses foram anunciadas esta sexta-feira à noite, através de decretos presidenciais. Os decretos assinalam que as mudanças foram propostas ao Presidente pelo ministro da Defesa e dos Combatentes da Liberdade da Pátria, Sandji Faty depois de serem aprovadas  pelo Conselho Superior Militar.

 

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