Guiné-Bissau/Islão

Início do Ramadão na Guiné-Bissau com novos desentendimentos

Umaro Sissoco Embaló, Presidente da República da Guiné-Bissau, na RFI a 16 de Julho de 2020.
Umaro Sissoco Embaló, Presidente da República da Guiné-Bissau, na RFI a 16 de Julho de 2020. © RFI/Miguel Martins

Uma parte de fiéis muçulmanos da Guiné-Bissau só inicia o Ramadão na quarta feira. Este ano o Estado guineense não vai oferecer mantimentos aos fiéis. A decisão é do Presidente Umaro Sissoco Embaló, o chefe de Estado, também ele muçulmano, por o Estado ser laico.

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Mais uma vez o Ramadão chegou à Guiné-Bissau no meio da polémica.

Um grupo de fiéis muçulmanos iniciou o Ramadão esta terça feira e um outro grupo, maioritário, so começa na quarta feira.

Mais uma vez o desencontro de datas é ditado pelo avistamento ou não da lua.

Uns dizem que mesmo não tendo visto o astro, que regula o calendário muçulmano, é mesmo para começar o Ramadão, como aliás ocorre na maioria de países arabes.

Um outro grupo de fiéis diz que só o inicia quando avistar a lua.

Nada de novo portanto, a única novidade é o facto de o presidente Umaro Sissoco Embaló, ele mesmo muçulmano, ter interdito o Governo de doar açúcar e arroz aos muçulmanos, como era prática no passado.

Sissoco Embaló diz que tomou aquela decisão porque o estado guineense é laico.

Ouça aqui o relato de Mussá Baldé, o nosso correspondente na capital guineense.

Correspondência de Bissau, 13/4/2021

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