Guiné-Bissau

Guiné-Bissau: Presidente aceita remodelação do Governo de Nuno Nabiam

Umaro Sissoco Embaló, Presidente da Guiné-Bissau, e Nuno Nabiam, primeiro-ministro .
Umaro Sissoco Embaló, Presidente da Guiné-Bissau, e Nuno Nabiam, primeiro-ministro . Charlotte Idrac/RFI

O Presidente da Guiné-Bissau, Umaro Sissoco Embaló, aceitou a remodelação do Governo proposta pelo primeiro-ministro, Nuno Nabiam. O PRS, terceira força política no Parlamento, ganha peso neste novo elenco governativo. Os novos membros do Governo tomam posse amanhã.

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No meio de rumores de um possível de acordo de incidência parlamentar entre o Partido da Renovação Social (PRS) e o Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), que poderá levar à queda do actual Governo, o Presidente guineense, Umaro Sissoco Embalo aceitou ontem uma pequena remodelação do executivo, sob proposta do primeiro-ministro.

Há muito que já se anunciava a remodelação do Governo do primeiro-ministro, Nuno Nabiam, formado com a chegada de Umaro Sissoco Embaló à presidência, em fevereiro de 2020.

A remodelação confirmou-se na última madrugada com a saída do Governo de sete ministros e sete secretários de Estado.

Deixaram o Governo, Jorge Malu, ministro dos Recursos Naturais e Energia, Jorge Mandinga, dos Transportes e Telecomunicações, Jibril Balde, da Educação, António Deuna da Saúde Pública, Artur Sanha, do Comercio e Industria, Celina Tavares da Função Pública e Abel da Silva da Agricultura e Desenvolvimento Rural.

Também saíram do executivo Conco Turé, secretário de Estado da Comunicação Social, Nhima Sissé secretaria de Estado do Turismo e Dara da Fonseca Ramos, secretária de Estado das Comunidades.

Entre as novas figuras no Governo, destaque para Orlando Viegas, que é o novo ministro dos Recursos Naturais, Tcherno Djalo, ministro do Comércio, Dionísio Cumba, ministro da Saúde e Tumane Baldé, ministro da Função Pública. Todos eles são quadros do Partido da Renovação Social (PRS), que viu o seu peso reforçado no Governo.

O PRS, terceira força política no parlamento, vinha reclamando ser injusto que a APU-PDGB, partido do primeiro-ministro, Nuno Nabiam, com cinco deputados, tenha mais peso no Governo.

Na prática, a remodelação governamental tirou pastas à APU-PDGB, que agora ficou com um ministro, Augusto Gomes, nos Transportes e Comunicações, a favor do PRS.

O Governo, com 20 ministros e 11 secretários de Estado, agora é repartido entre o PRS e o Movimento para a Alternância Democrática, Madem G-15, segundo partido no parlamento.

Os novos membros do Governo tomam posse amanhã, perante o Presidente Umaro Sissoco Embaló.

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