Guiné-Bissau

211 novos militares foram incorporados nas Forças Armadas na Guiné-Bissau

Palácio presidencial em Bissau.
Palácio presidencial em Bissau. © RFI

São antigos elementos do corpo de Segurança de Umaro Sissoco Embaló, durante a campanha eleitoral, e que agora receberam treino militar no Congo Brazzaville. Aos novos militares, Embalo pediu o cumprimento da sua missão de defesa da integridade da pátria e o afastamento do jogo político.

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O acto decorreu na base aérea em Bissalanca, arredores de Bissau, e foi presidido por Umaro Sissoco Embaló.

Na presença de membros do Governo e das chefias militares, o Presidente guineense voltou a enaltecer o papel que as Forças Armadas devem ter na Guiné-Bissau sob a sua liderança.

Embaló disse que as Forças Armadas devem acabar com o rótulo de maus e assassínios como num passado recente são vistos pela população guineense, para passarem a ser vistos como amigos dos cidadãos.

Disse que com ele na presidência da Guiné-Bissau acabou aquela ideia de o político utilizar o militar para conquistar o poder e que nunca mais o país voltará a conhecer um conflito político que envolva os militares.

O Presidente guineense lembrou o que aconteceu no país, a 07 de Junho de 1998, quando um conflito entre políticos despoletou uma guerra entre militares que duraria 11 meses e que terminaria com a deposição do então Presidente Nino Vieira.

Os novos militares são 211, 23 mulheres e todos vão ser colocados no Batalhão do Palácio da Presidência guineense.

Mais pormenores com o nosso correspondente, Mussá Baldé.

 

Correspondência de Mussá Baldé 06-06-2021

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