Guiné Bissau

Sociedade civil tenta mediar negociações entre Governo e sindicatos para fim da greve

Governo tenta acabar com a greve da função pública na Guiné Bissau
Governo tenta acabar com a greve da função pública na Guiné Bissau © Mussá Baldé

O Presidente da Guiné-Bissau, Umaro Sissoco Embaló, instou o Governo a alcançar um entendimento com a central sindical União Nacional Dos Trabalhadores Da Guiné (UNTG). Também outras organizações da sociedade civil, igrejas incluídas, estão empenhadas na busca de um consenso.

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Com a ajuda de organizações da sociedade civil, que fazem a mediação, o Governo tenta a todo o custo acabar com a greve na função pública.

O movimento grevista já dura desde dezembro de 2020, os sindicatos endurecem cada vez mais a sua posição de exigir o cumprimento cabal de acordos alcançados com o Governo.

A mediação, integrada pelo Movimento da Sociedade Civil e as igrejas católica, muçulmana e evangélica, quer que as partes alcancem um entendimento sobre alguns pontos difíceis para o Governo.

Por exemplo, a exigência da central sindical, UNTG, de o Governo exonerar todos os funcionários públicos admitidos sem concurso público. Seriam pessoas ligadas aos partidos políticos e que agora foram colocados nos ministérios.

A UNTG entende que essas pessoas estão a onerar a folha salarial do país o que faz com que o Governo não esteja em condições de aumentar os salários aos funcionários legalmente admitidos.

Na segunda-feira, as partes, a UNTG e o Governo, com os mediadores, encontraram-se no palácio do executivo, em Brá. Esta terça-feira, o Governo deslocou-se à sede da UNTG no centro de Bissau.

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