Covid-19

Recolher obrigatório devido à covid-19 começa hoje na Guiné-Bissau

Estado de calamidade traz novas restrições ao país, incluindo recolher obrigatório e limitação dos horários dos mercados.
Estado de calamidade traz novas restrições ao país, incluindo recolher obrigatório e limitação dos horários dos mercados. © RFI

Segundo o decreto que estipula o estado de calamidade no país, o recolher obrigatório começa às 20h e vai até as 05h, como forma de travar a evolução dramática da terceira vaga da pandemia, que ceifou a vida a 115 pessoas.

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As restrições no âmbito do novo estado da calamidade, para os próximos 15 dias, incluem ainda cercas sanitárias às localidades de Bissau, Safim, Prabis, arredores da capital e, limitam também a circulação nas regiões do interior, conforme a área geográfica jurisdicional. 

As novas medidas anunciadas pelo governo não abrangem os agentes de saúde, defesa e segurança, comunicação social, agências humanitárias, agentes de negócios envolvidos no escoamento da castanha de caju, principal produto de exportação do país, bancos, combustíveis, tribunais entre outros.

O decreto ressalva, também, a situação de urgência sanitária e as viagens aéreas, marítimas e terrestres para estrangeiro, com apresentação do certificado do teste negativo de Covid-19.

No decreto lê-se ainda que as fronteiras da Guiné-Bissau mantêm-se abertas, e as entradas só serão feitas mediante as condições fixadas.

O diploma proíbe a realização de eventos sociais, culturais e políticos, e declara o encerramento das discotecas, salas de festas, bares e outros locais de diversão, assim como o exercício em colectivo das actividades religiosas nas mesquitas, igrejas, locais de culto e rituais tradicionais.

Com uso obrigatório da máscara, distanciamento e lavagem das mãos, os mercados passam a funcionar a partir das 05h até 15h, de segunda a sextas-feira. Os fins-de-semana são dias de limpeza e saneamento.

Os supermercados, minimercados, bancos e agências de telecomunicações passam a funcionar até às 18h.

Os restaurantes e pastelarias funcionarão até as 18h em regime especial de entrega.

Ao todo, a Guiné-Bissau registou até 25 Agosto mais 5 mil e 600 casos, 4.693 recuperados, 862 casos activos, 347 pessoas internadas e 115 óbitos.

Há uma semana, o Estado-Maior General das Forças Armadas condicionou a entrada de militantes e civis nos quartéis com apresentação do Certificado de Vacina Anti-Covid19, incluindo o Hospital Militar Principal em Bissau.

Por seu lado, o Alto-Comissariado para COVID-19, prossegue com a campanha de vacinação, agora alargada mais regiões através dos Centros de Saúde e Postos Móveis.

No quadro do Plano Nacional de Vacinação, o Alto-Comissariado para COVID-19 envolve a Saúde Militar na campanha de imunização e conta utilizar as estruturas sanitárias da Diocese em todas as regiões.

O Alto Comissariado contabiliza mais 40 mil pessoas já vacinadas.

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