Visita Umaro Sissoco Embaló/Bruxelas

Umaro Sissoco Embaló termina visita de 4 dias às principais instituições da UE

Umaro Sissoco Embaló, Presidente da Guiné-Bissau. Bissau, 28 de Dezembro de 2019.
Umaro Sissoco Embaló, Presidente da Guiné-Bissau. Bissau, 28 de Dezembro de 2019. AFP - SEYLLOU

Umaro Sissoco Embaló, Presidente da Guiné-Bissau, realizou uma visita de 4 dias à Bélgica, que terminou esta quinta-feira, 9 de Setembro.

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O chefe de Estado foi recebido nas três principais instituições da União Europeia e esteve reunido com o presidente do Parlamento Europeu, David Sassoli, com o presidente do Conselho Europeu, Charles Michel, e ainda com os comissários europeus das Pescas e das Parcerias Internacionais.

A ministra dos Negócios Estrangeiros, Suzi Barbosa, disse, em entrevista à agência de notícias Lusa, que a visita foi “bastante positiva”. 

"O senhor Presidente foi recebido pelos presidentes das instituições europeias. Sem dúvida que uma visita às instituições na União Europeia tem sempre um impacto muito grande, não só pela visibilidade, mas também pela cooperação que temos com a União Europeia, que é o principal parceiro da Guiné-Bissau a nível multilateral", começou por dizer Suzi Barbosa, que acompanhou Umaro Sissoco Embaló na visita.

Suzi Barbosa falou ainda sobre as principais conclusões provenientes das reuniões realizadas em Bruxelas: “Está em processo a finalização do PIN, que é o Programa Indicativo Nacional da Guiné-Bissau com a UE, que não é assinado há muitos anos”.

Só para se ter uma ideia, o anterior exercício não foi assinado. E nós pensamos dentro em breve, depois desta visita, assiná-lo por fim. Costuma ser um importante pacote de projectos e esperemos que desta vez ainda tenha uma melhoria, porque nós prometemos nas reuniões que tivemos hoje melhorar e intensificar as reacções de cooperação entre a UE e a Guiné-Bissau”, disse ainda.

As declarações foram dadas à margem de uma cerimónia de "reinauguração" da embaixada da Guiné-Bissau em Bruxelas.

Oiça aqui um excerto do discurso de Suzi Barbosa:

 

Suzi Barbosa, ministra guineense dos negócios estrangeiros, registo da agência Lusa, 9/9/2021

 

O presidente guineense encerrou hoje a sua visita a Bruxelas com uma deslocação à Organização dos Estados de África, Caraíbas e Pacífico cujo secretário-geral é o diplomata angolano Georges Chikoti. Umaro Sissoco Embaló apelou a que sejam repensadas as relações do bloco com a União Europeia.

"Quis também aproveitar esta oportunidade para, através da minha vinda à sede da nossa organização, saudar o magnífico trabalho feito e o caminho que juntos temos percorrido desde a decisão da Guiné-Bissau ao acordo Georgetown, a 16 de Junho de 1975, que nos permitiu atingir juntos muitos dos objectivos então traçados", começou por dizer o presidente da Guiné-Bissau.

Umaro Sissoco Embaló falou ainda sobre os novos desafios, de que é exemplo a pandemia de Covid-19.

"A parceria intra, ACP, nos domínios da educação e da cultura, em particular, a cooperação sul-sul, as relações entre a ACP e a União Europeia devem ser repensadas, melhoradas, diversificadas, envolvendo novos instrumentos e actores, tendo sempre em conta os nossos interesses comuns com o surgimento de novos desafios, tais como a actual pandemia da Covid-19 e, sobretudo, as mudanças climáticas e as calamidades naturais cada vez mais frequentes", rematou.

Ouçamos um excerto da sua alocução:

 

Umaro Sissoco Embaló, presidente guineense, 9/9/2021

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