Guiné-Bissau

Responsáveis de Hospital Simão Mendes em greve na Guiné apresentam demissão

Fernando Vaz, porta-voz do governo guineense, em conferência de imprensa sobre a greve do sector da saúde, no dia 21 de Setembro de 2021.
Fernando Vaz, porta-voz do governo guineense, em conferência de imprensa sobre a greve do sector da saúde, no dia 21 de Setembro de 2021. © Aliu Candé/RFI

Oito directores de serviços do Hospital Simão Mendes, em Bissau, apresentaram demissão em bloco em consequência da colocação dos médicos militares. Os médicos e enfermeiros da saúde militar foram chamados para atender doentes no maior centro hospitalar do país como forma de salvar vidas, devido ao boicote dos médicos civis. O Governo, em conferência de imprensa, criticou a atitude dos sindicatos, que considera bárbara e criminosa. Mais pormenores com Aliu Candé.

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Na Guiné-Bissau, oito directores de serviços do Hospital  Nacional Simão Mendes demitiram-se  em bloco para protestar contra a sua subsituição por  médicos militares

Os médicos e enfermeiros da saúde militar foram chamados para atender doentes no maior centro hospitalar do país como forma de salvar vidas, devido ao boicote dos médicos civis.

O Governo, em conferência de imprensa, criticou a atitude dos sindicatos que considera bárbara e criminosa.  

No decurso de uma conferência de imprensa, o porta-voz do Governo, Fernando Vaz, ladeado pelos ministros da Saúde e da Função Pública, começou por cobrar responsabilidades a 5 mortes no Hospital Nacional Simão Mendes, provocados pelo boicote dos profissionais de saúde.

Fernando Vaz considerou o boicote  um ato bárbaro e criminoso que ficará na história como uma acção desesperada dos agentes políticos que actuam na esfera dos sindicatos, contra as leis e as instituições democráticas, para semear o caos a fim de retirar dividendos políticos.

"Recorrendo abusivamente da expulsão dos doentes nos hospitais, o que ficará na história como um acto bárbaro e criminoso, sem memória em toda a história da humanidade. A  acção desesperada dos agentes políticos que actuam na esfera dos sindicatos  e dos seus mandantes, constitui um criem a luz da lei guineense".

Vaz acrescentou  que perante esta situação, o Governo ameaça processar criminalmente os responsáveis do acto.

"A supressão de uma vida humana, não pode ser tratada de forma impune. Num Estado  de direito as pessoas tem que ser responsabilizadas pelos seus actos.As pessoas tinhamque garantir o serviço  mínimo",concluiu o porta-voz do governo guineense. 

Com o objectivo de atenuar a situação provocada pelo boicote, o governo  da Guiné-Bissau colocou médicos e enfermeiros da saúde militar e, conta também envolver uma equipa médica cubana.

A decisão governamental foi recebida negativamente pelos efectivos do Hospital Nacional Simão Mendes e, oito directores de serviços do maior centro Hospitalar do país apresentaram a sua demissão, numa carta conjunta entregue ao Director-geral do Hospital.

Os técnicos da saúde reivindicam, entre outros pontos, melhores condições de trabalho, aplicação do Estatuto da Carreira do Pessoal e a efectivação de alguns técnicos de saúde.

Correspondência Aliu Candé 22 09 2021

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