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Guiné-Bissau

Domingos Simões Pereira diz que o Presidente tem de respeitar a lei

RFI
Texto por: RFI
3 min

Domingos Simões Pereira, o primeiro-ministro cessante, em entrevista à RFI confirmou que o PAIGC vai propor o seu nome ao presidente para chefiar novo executivo. Esta quinta-feira o chefe de Estado, José Mário Vaz demitiu o governo alegando uma quebra mútua do vínculo de confiança.

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Menos de vinte e quatro horas depois da leitura do decreto presidencial que viria demitir o governo guineense, Domingos Simões Pereira, disse que o PAIGC vai propor o seu nome para chefiar o próximo executivo do país, justificando a decisão com os dispositivos legais do partido.

"Isso corresponde àquilo que os nossos estatutos do PAIGC estabelecem. Aliás, um documento que não é estranho ao Sr. Presidente da República e que mereceu uma nova moção de confiança por parte dos dirigentes reunidos em bureau político na semana passada"

Confrontado com a possibilidade do presidente poder recusar o seu nome, Domingos Simões Pereira refere que acima de tudo José Mário Vaz terá de respeitar a lei.

"Nós próprios reconhecemos que temos tido dificuldades, nunca entendemos que isto tinha uma expressão ao ponto de impedir o normal funcionamento das instituições. O Presidente tratou de o elevar a esse nível, não estamos de acordo mas compreendemos".

José Mário Vaz fez ontem um discurso à nação onde criticou duramente a prestação do executivo liderado por Domingos Simões Pereira. Mais de duas horas onde o chefe de Estado que referiu que uma remodelação governamental não chegava para resolver a crise política no país.

Domingos Simões Pereira, primeiro-ministro cessante da Guiné-Bissau

 

 

A entrevista foi realizada por João Matos e Domingos Simões Pereira será o nosso convidado amanhã.

 

 

 

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