Guiné-Bissau

União Africana apela ao respeito da Constituição na Guiné-Bissau

Palácio da Presidência da Guiné-Bissau.
Palácio da Presidência da Guiné-Bissau. Liliana Henriques / RFI

Em comunicado divulgado hoje, o conselho de paz e segurança da União Africana apelou ao respeito pela"constituição e o estado de direito" bem como vincou "a absoluta necessidade das forças armadas e de segurança de se posicionarem do lado de fora desta crise actual".  

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Para além da União Africana, quem também está a seguir atentamente a situação da Guiné-Bissau é a Guiné Equatorial. De acordo com fontes do PAIGC, depois do líder do partido ter sido questionado pelo Presidente da Guiné Equatorial sobre a situação política do país, dois dirigentes da formação no poder na Guiné-Bissau, José António Almeida, ex-ministro das obras públicas e João Bernardo Vieira, ex-secretário de Estado dos Transportes e Comunicações deslocaram-se para Malabo onde se encontram desde Domingo, no intuito de darem explicações ao presidente Teodoro Obiang, em nome do PAIGC, sobre o que se passa actualmente no país.

Enquanto isso, a Guiné-Bissau permanece suspensa aos eventuais desenvolvimentos da crise política vivenciada pelo país há cerca de duas semanas, uma situação de incerteza que tem levado certas vozes da sociedade civil a posicionar-se. Ontem a plataforma da sociedade civil -Aliança Nacional para a Paz e Democracia- apelou a uma acção de desobediência civil com início esta quarta-feira, uma iniciativa que foi diversamente seguida como admite Fodê Mané, jurista, activista dos Direitos Humanos e membro desta plataforma.

Fodê Mané

Esta plataforma entregou igualmente uma petição ao parlamento reclamando procedimentos conducentes à análise pelo Supremo Tribunal de uma eventual destituição do Presidente da República, os membros deste grupo de organizações da sociedade civil considerando que José Mário Vaz violou em diversos aspectos a lei magna do país. No momento em que se debate muito sobre o conteúdo e as possíveis interpretações da Constituição, o jurista Fodê Mané, considera que é necessária uma revisão deste texto mas que as emendas não podem apenas visar responder à crise atravessada neste momento pelo país.

Fodê Mané

 

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