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Guiné-Bissau

PRS ainda não se pronunciou

O país está sem governo desde o dia 12 de Agosto
O país está sem governo desde o dia 12 de Agosto Liliana Henriques / RFI
Texto por: RFI
2 min

O PRS, formação que participava no governo de Domingos Simões Pereira, ainda não se pronunciou sobre uma eventual entrada no governo de Baciro Djá. A reunião da Comissão política desse partido convocada precisamente com este objectivo continua suspensa, a retoma dos trabalhos tendo sido novamente adiada, desta vez para esta quinta-feira.  

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Ainda ontem o primeiro-ministro nomeado por iniciativa presidencial manteve uma reunião com o PRS na qual estava presente Florentino Mendes Pereira, secretário-geral do partido e antigo membro do governo de Domingos Simões Pereira, mas na qual não participava o líder do partido, Alberto Nambeia. Esta reunião cujo intuito era convencer o PRS a validar pela sua presença a formação de um novo governo acabou por ser inconclusiva.

Paralelamente, a nível externo têm continuado a surgir expressões de apoio à Guiné-Bissau. No quadro da quarta conferência mundial dos presidentes de parlamentos, na sede da ONU, o presidente da Assembleia Nacional de Angola, Fernando da Piedade Dias dos Santos, entregou ao seu homólogo guineense, Cipriano Cassamá, quatro resoluções nas quais Angola manifesta apoio total ao governo do antigo primeiro-ministro, Domingos Simões Pereira, e total assistência e desacordo com o presidente José Mário Vaz que fez cair o governo.

Em declarações à comunicação social, Cipriano Cassamá, presidente da Assembleia Nacional Popular da Guiné Bissau, apelou para que o povo guineense tenha confiança numa solução através do diálogo e considerou que o país está a viver "uma situação vergonhosa".

Cipriano Cassamá, presidente do Parlamento guineense ontem em Nova Iorque

Por seu turno, o representante da União Africana na Guiné Bissau Ovídeo Pequeno mostrou-se preocupado com o que qualificou de "paralisia do país" - devido à ausência prolongada de um governo - com impactos sérios sobre a vida da população. Ovídeo Pequeno lamentou ainda a situação política vigente na Guiné-Bissau e considerou que o mais importante neste momento é sair da crise e continuar a ter um clima de estabilidade.

No mesmo sentido, em declarações públicas ontem na Cidade da Praia, o Primeiro-ministro cabo-verdiano José Maria Neves considerou "complexa" a situação da Guiné-Bissau mas reiterou, por outro lado, a disponibilidade do seu país em apoiar os guineenses na procura de uma solução.

Primeiro-ministro de Cabo Verde, José Maria Neves, em declarações recolhidas por Odair Santos

 

 

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