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Guiné-Bissau

Condenadas restrições à liberdade dos guineenses

Guiné-Bissau / Logotipo Liga Guineense dos Direitos Humanos
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Texto por: RFI
4 min

 A Liga Guineense de Direitos Humanos condena o sequestro de pessoas na sede do PAIGC e outras restrições impostas aos cidadãos por elementos da forças de segurança.

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Esta quinta-feira (26/05) o Presidente José Mário Vaz nomeou por decreto Baciro Djá para primeiro-ministro depois de no passado dia 12 de Maio ter demitido o governo de Carlos Correia.

Esta nomeação foi contestada na rua por militantes e simpatizantes do PAIGC, que a consideram ilegítima e inconstitucional, o que gerou confrontos com as forças de defesa e segurança e resultou em pelo menos oito feridos.

O principal partido guineense acusou ontem (27/05) as forças de defesa e segurança de impedirem a saída de alguns militantes da sede do partido em Bissau.

Augusto Mário da Silva, presidente da Liga Guineense de Direitos Humanos - LGDH -  afirmou este sábado em conferência de imprensa que "a Guiné-Bissau não está em estado de sítio nem em estado de emergência, não há motivos para limitarmos os direitos fundamentais de uma associação política ou de qualquer trabalhador ou cidadão que pretende circular  naquela zona...e a restrição de um direito fundamental tem que ser feita com base numa lei, não pode ser por ordem verbal de quem quer que seja ou por escrito...algumas pessoas foram sequestradas durante longas horas na sede do PAIGC isso é intolerável ...queremos lançar um veemente apelo ao senhor Presidente da República, que neste momento é o único orgão político que está a funcionar, para enquadrar as suas acções e de todas as outras instituições de defesa e segurança com os padrões legais". 

Augusto Mário da Silva, presidente da LGDH

Com a colaboração de Mussa Baldé, correspondente da RFI em Bissau.

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