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Guiné-Bissau

Delegação da CEDEAO propõe governo de inclusão para a Guiné-Bissau

O presidente José Mário Vaz avistou-se hoje com os mediadores da CEDEAO.
O presidente José Mário Vaz avistou-se hoje com os mediadores da CEDEAO. AFP FOTO / SIA KAMBOU
Texto por: RFI
4 min

A delegação da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) que começou ontem a manter contactos com os actores políticos do país no intuito de ajudar a ultrapassar a crise política, propôs hoje a formação de um Governo de inclusão para os próximos dois anos, a ser integrado pelos dois principais partidos representados no Parlamento guineense, mais o grupo dos 15 deputados dissidentes do PAIGC, como eventual saída para o impasse vigente na Guiné-Bissau.

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Esse Governo, do qual não se sabe ainda quem seria o chefe, teria como tarefas fundamentais a revisão da constituição, da lei eleitoral, a reforma do sector militar e da justiça e ainda a implementação de um programa de desenvolvimento. A missão da CEDEAO que considera ter recebido um acolhimento favorável à sua proposta refere igualmente estar disposta a avançar com apoios financeiros imediatos para apoiar as reformas da constituição, da lei eleitoral e nos sectores militar e judicial.

No segundo e penúltimo dia de contactos com os actores políticos da Guiné-Bissau, esta missão dirigida pelo Secretário de Estado dos Negócios Estrangeiro da Libéria referiu ainda que no caso de haver um acordo geral, deslocar-se-iam para Bissau pelo menos dois chefes de Estado de países vizinhos no intuito de testemunharem a assinatura do entendimento.

Refira-se que a esta missão da delegação da CEDEAO acontece num contexto de agudizar da tensão já vigente há mais de um ano da Guiné-Bissau, com o governo a acusar o Presidente da Assembleia Nacional Popular de bloquear o normal funcionamento da instituição por não ter sido fixada uma nova data para a discussão e aprovação do plano do executivo. Por sua vez, Cipriano Cassamá remete as responsabilidades da paralisia do parlamento no PAIGC e no PRS.
Mais pormenores com Mussa Baldé.

Mussa Baldé, correspondente da RFI em Bissau

 

 

 

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