Guiné-Bissau

Guiné-Bissau procura saída de crise em Conacri

Assembleia Nacional Popular da Guiné-Bissau
Assembleia Nacional Popular da Guiné-Bissau Wikipédia/Colleen Taugher

Todos os actores políticos guineenses, representantes da sociedade civil e religiosos, analisam entre hoje e quinta-feira em Conacri o impasse político que paralisa a Guiné-Bissau há mais de um ano.

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O presidente do parlamento Cipriano Cassamá, representantes de todos os partidos com representação parlamentar, da sociedade civil e religiosos encontram-se em Conacri, sob os auspícios do Presidente Alpha Condé, mediador da CEDEAO para a crise politico-institucional que assola a Guiné-Bissau há mais de um ano.

Rui Jorge, politólogo guineense

Entre os dias 11 e 13 as partes desavindas vão tentar formar um governo inclusivo até às eleições de 2018, tal como ficou estipulado em Bissau a 10 de Setembro, num acordo político assinado por todas as partes em conflito.

Acrescente-se que este encontro tem lugar na ausência do Presidente José Mário Vaz, bem como do primeiro ministro Baciro Djá que se encontra em Macau para participar no Fórum Macau que reúne até amanhã (12/10) representantes chineses e dos países de língua portuguesa.

O politólogo guineense Rui Jorge considera que "é só perda de tempo essa ida a Conacri, porque não existe vontade política para fazer as instituições funcionar, a única forma que eu vejo como uma saída não uma panaceia, para resolver os nossos problemas político institucionais é a ida a eleições" mesmo se "o Presidente José Mário Vaz insiste em salvar esta legislatura, mas já não existem condições políticas para tal".

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