Guiné-Bissau

Guiné-Bissau: tímidos passos em Conacri

Assembleia Nacional Popular da Guiné-Bissau.
Assembleia Nacional Popular da Guiné-Bissau. Liliana Henriques / RFI

Ao fim de 4 dias de conversações em Conacri, sob a égide do presidente da Guiné Conacri e mediador da CEDEAO, Alpha Condé, os actores políticos da Guiné-Bissau deram alguns tímidos passos para a resolução da crise vigente há mais de um ano no seu país. Os Acordos de Conacri assinados hoje não cumpriram contudo o principal objectivo da mesa redonda promovida desde terça-feira por Alpha Condé, o de escolher uma personalidade consensual para chefiar o governo de inclusivo previsto nos termos do acordo concluído em Setembro sob pressão internacional.

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O acordo desta sexta-feira rubricado pelo presidente da Assembleia Nacional Popular, Cipriano Cassamá, o ministro de Estado e da Presidência do Conselho de Ministros, Aristides Ocante da Silva, o presidente do PAIGC, Domingos Simões Pereira, o secretário-geral do PRS, assim como Braima Camara, em representação dos 15 deputados dissidentes do PAIGC, prevê a escolha -sem prazo estabelecido- de uma figura consensual para chefiar um governo, também ele escolhido colectivamente. Em seguida, no prazo máximo de um mês a seguir à nomeação do primeiro-ministro, dever-se-á promover uma mesa redonda de diálogo nacional para discutir sobre o programa do executivo.

Este novo governo que deveria permanecer em funções até às próximas eleições em 2018 tem designadamente por missão, nos termos do acordo assinado hoje, de reformar a constituição, a lei eleitoral assim como o sector da defesa. Também de acordo com o texto, está previsto que os 15 deputados dissidentes "sejam reintegrados no PAIGC, sem condições, mas em conformidade com as regras em vigor no partido".

Ao considerar que o acordo assinado hoje tinha como objectivo "salvar a própria iniciativa do presidente Condé", o sociólogo e investigador guineense Miguel de Barros, expressa pouco optimismo quanto aos efeitos concretos deste novo texto.

O acordo desta sexta-feira rubricado pelo presidente da Assembleia Nacional Popular, Cipriano Cassamá, o ministro de Estado e da Presidência do Conselho de Ministros, Aristides Ocante da Silva, o presidente do PAIGC, Domingos Simões Pereira, o secretário-geral do PRS, assim como Braima Camara, em representação dos 15 deputados dissidentes do PAIGC, prevê a escolha -sem prazo estabelecido- de uma figura consensual para chefiar um governo, também ele escolhido colectivamente. Em seguida, no prazo máximo de um mês a seguir à nomeação do primeiro-ministro, dever-se-á promover uma mesa redonda de diálogo nacional para discutir sobre o programa do executivo.

Este novo governo que deveria permanecer em funções até às próximas eleições em 2018 tem designadamente por missão, nos termos do acordo assinado hoje, de reformar a constituição, a lei eleitoral assim como o sector da defesa. Também de acordo com o texto, está previsto que os 15 deputados dissidentes "sejam reintegrados no PAIGC, sem condições, mas em conformidade com as regras em vigor no partido".

Ao considerar que o acordo assinado hoje tinha como objectivo "salvar a própria iniciativa do presidente Condé", o sociólogo e investigador guineense Miguel de Barros, expressa pouco optimismo quanto aos efeitos concretos deste novo texto.

Sociólogo e investigador guineense Miguel de Barros

 

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