Guiné-Bissau

PRS acusa PAIGC de iludir opinião pública

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O Partido da Renovação Social, segunda maior força política do país negou hoje ter chegado a acordo para indicar Augusto Olivais para primeiro-ministro. O PRS afirma que em momento algum concordou com as demais forças vivas da Guiné-Bissau, durante a mediação promovida pelo Presidente da Guiné-Conacri, Alpha Condé, para a escolha de Augusto Olivais para primeiro-ministro.

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Ainda não é desta que a situação política guineense conhecerá um desenlace feliz, isto a acreditar nas útimas declarações públicos dos principais actores. O pomo da discórdia continua a ser a figura do primeiro-ministro que teria sido encontrado no âmbito da mediação promovida em Conacri pelo Presidente Alpha Conde.

Ontem em conferência de imprensa o PAIGC, partido vencedor das últimas eleições legislativas, garantiu que a figura do consenso para assumir o governo de inclusão seria o seu militante e dirigente, Augusto Olivais.

Esta terça-feira, o PRS, a segunda força mais votada nas últimas eleições, disse que não é nada disso e que não houve nenhum acordo em Conacri à volta do nome de Augusto Olivais.

Para o PRS, o PAIGC quer é confundir a opinião pública lançando o nome de Augusto Olivais em como seria o próximo chefe do Governo de Bissau. Seja como for, o Presidente José Mário Vaz é quem tem a ultima palavra e o chefe de Estado já veio dizer que  irá anunciar , nos próximos dias, o nome do primeiro-ministro mas avisou que será uma figura que lhe merecerá toda confiança.

Em Conacri, para além de Augusto Olivais, o chefe de Estado fez chegar os nomes de João Fadia, diretor da delegação guineense do Banco Central dos Estados da África Ocidental, e de Umaro Sissoko, general guineense. 

Os acordos de Conacri referem que o nome do primeiro-ministro terá que ser encontrado de forma consensual e que seja uma figura que possa vir a trabalhar com o Presidente José Mário Vaz.

Correspondência de Mussá Baldé

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