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Guiné-Bissau

Manifestação de apoiantes do governo em Bissau

Assembleia Nacional Popular da Guiné-Bissau.
Assembleia Nacional Popular da Guiné-Bissau. Liliana Henriques / RFI
Texto por: RFI
9 min

Esta Quinta-Feira um grupo de apoiantes do governo saiu às ruas de Bissau e realizaram uma manifestação pacífica que juntou jovens, mulheres, membros do Governo e alguns deputados ao Parlamento. Esta iniciativa organizada pelo "Movimento o Cidadão" tinha por objectivo exigir ao presidente do Parlamento e aos deputados do PAIGC na comissão permanente da Assembleia que reabram o hemiciclo imediatamente.

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Ussumane Camará, presidente do Movimento o Cidadão – que se define pela paz, justiça, democracia e cidadania- foi o coordenador desta manifestação refere não ter dúvidas de que Cipriano Cassamá e os deputados do PAIGC têm como estratégia forçar o bloqueio do Parlamento para que aconteça uma das duas situações: ou obrigar à demissão do governo de Cissoko Embalo ou levar o chefe do Estado a dissolver o Parlamento. Mais pormenores com Mussa Baldé.

Mussa Baldé, correspondente da RFI em Bissau

Esta manifestação não deixou de suscitar comentários, designadamente por parte de um dos visados desta iniciativa, o Presidente da Assembleia Nacional Popular, Cipriano Cassamá. O responsável não só afirma que muitas das pessoas que saíram à rua na manifestação foram compradas com dinheiro e géneros alimentícios, como também refere que membros do Governo estiveram nessa concentração levando os seus veículos de função, o que -diz Cipriano Cassamá- é proibido pela lei.

Cipriano Cassamá, Presidente da Assembleia Nacional Popular, em declarações recolhidas por Mussa Baldé

Do lado do PAIGC, os comentários são também severos. Ao acusar o governo de estar por detrás desta iniciativa, o Secretário Nacional do PAIGC, Aly Hijazi, fala em "provocação" e reitera que a única saída de crise possível é o cumprimento dos Acordos de Conacri.

Secretário Nacional do PAIGC, Aly Hijazi, em declarações recolhidas por Mussa Baldé

Esta manifestação aconteceu em vésperas de um encontro fixado aos actores políticos do país em Conacri pelo Presidente Alpha Condé, mediador da CEDEAO para a Guiné-Bissau, no intuito de encontrar uma solução à crise. Isto sucede igualmente numa altura em que Marcel de Souza, presidente da Comissão da CEDEAO, ameaça mandar retirar a ECOMIB da Guiné-Bissau e afirma, por outro lado, que o nome de consenso saído do encontro de Outubro em Conacri para chefiar o governo guineense, era o do dirigente do PAIGC Augusto Olivais. O Primeiro-Ministro nomeado pelo Presidente José Mário Vaz, Umaro Cissoko desmente.

Primeiro-Ministro guineense Umaro Cissoko entrevistado por Isabel Pinto Machado

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