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Guiné-Bissau

Guiné-Bissau: Presidente da ANP sauda posição da CEDEAO

Cipriano Cassamá, Presidente da Assembleia Nacional Popular da Guiné-Bissau
Cipriano Cassamá, Presidente da Assembleia Nacional Popular da Guiné-Bissau DR
Texto por: RFI
3 min

No rescaldo da cimeira da CEDEAO no final da semana passada em Monróvia, o Presidente da Assembleia Nacional Popular da Guiné-Bissau, Cipriano Cassamá, reiterou ontem a determinação desse órgão de soberania em cumprir os preceitos dos acordos de Conacri concluídos em Outubro do ano passado sob a égide da Comunidade Económica dos Estados da África do Oeste. Estes acordos prevêem designadamente a instalação de um governo de consenso reunindo representantes de todos os partidos com assento parlamentar a permanecer em funções até às próximas eleições em 2018.

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Discursando ontem no Parlamento guineense, Cipriano Cassamá referiu que qualquer "outra fórmula" fora destes acordos irá "perpetuar a crise com todos os prejuízos dela decorrente" e saudou o facto de a CEDEAO ter reiterado a sua determinação em fazer cumprir os acordos. Ao desmentir uma vez mais as acusações do Presidente guineense de um eventual bloqueio do órgão sob a sua tutela, Cipriano Cassamá considerou que na cimeira da semana passada foi "expressa e claramente incumbida ao chefe de Estado guineense a responsabilidade de implementar o acordo envolvendo as partes nos termos determinados pelo referido acordo", o dirigente aludindo nomeadamente à exoneração do actual chefe do governo Umaro Sissoco e à nomeação de outra figura, conforme reclamado por actores políticos e sociais do país.

Cipriano Cassamá, Presidente da Assembleia Nacional Popular, em declarações recolhidas por Mussa Baldé

Recorde-se que durante a cimeira da CEDEAO, foi feito um apelo para que todos os actores políticos do país respeitem os acordos de Conacri, foi igualmente decidido o prolongamento por mais 3 meses do mandato das tropas da ECOMIB na Guiné-Bissau, não tendo sido por outro lado adoptadas sanções contra nenhum dos responsáveis políticos envolvidos na crise vigente desde 2015 na Guiné-Bissau.

 

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