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Guiné-Bissau

Bissau e Lisboa vão analisar suspensão da RTP e RDP

Cipriano Cassamá, presidente da Assembleia Nacional Popular da Guiné-Bissau
Cipriano Cassamá, presidente da Assembleia Nacional Popular da Guiné-Bissau Facebook de Cipriano Cassamá
Texto por: RFI
4 min

O Governo de Bissau vai enviar ainda esta semana uma nova carta ao executivo de Lisboa propondo que as negociações para uma eventual reabertura dos dois canais possam ter lugar nos próximos dias.

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Continua no topo da actualidade política e noticiosa guineense a decisão do governo em suspender as actividades dos canais África da rádio e televisão de Portugal, RDP e RTP, desde o passado dia 30 de Junho.

O bastonário da ordem dos jornalistas guineense, António Nhaga, disse à agência noticiosa portuguesa lusa que o governo guineense vai enviar uma carta ao governo português propondo datas para uma reunião na qual vai ser analisada esta situação. As negociações para uma eventual reabertura dos dois canais vão acontecer nos próximos dias.

A Assembleia Nacional Popular guineense emitiu um comunicado através do qual manifesta "preocupação e indignação" quanto à suspender as actividades e o sinal da RTP e da RDP em Bissau. A indignação do líder do Parlamento Cipriano Cassamá prende-se com o facto de a medida "não respeitar os mais elementares procedimentos no relacionamento entre dois países amigos".

Para o líder do Parlamento, Portugal é um país preponderante na estratégia internacional da Guiné-Bissau.

Enquanto isso, no Parlamento português, quatro deputados do CDS/PP, da oposição, instaram esta terça-feira, ao ministro da Cultura de Portugal, que tutela a comunicação social estatal, sobre todo este imbróglio político diplomático.

Os quatro deputados querem saber se é mesmo verdade que Lisboa só respondeu 10 meses depois às cartas do governo guineense, nas quais Bissau pedia a abertura de negociações do acordo que permitiu a instalação da RDP e RTP-África no país como no explica o nosso correspondente em Bissau, Mussá Baldé.

Correspondência da Guiné-Bissau

A organização Repórteres Sem Fronteiras (RSF) também condenou a suspensão das actividades da RTP e da RDP na Guiné-Bissau que denuncia “uma grave violação da liberdade de expressão e do direito de acesso à informação”.

“Ao encerrar estes meios de comunicação social para pressionar Portugal, a Guiné-Bissau fica privada de vozes essenciais que contribuem para a pluralidade de opiniões em tempo de crise”, escreve a RSF em comunicado de imprensa.

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