Guiné-Bissau

Primeiro-ministro guineense desmente elo com terrorismo

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Depois do grupo de partidos políticos democráticos ter, no passado fim-de-semana, ameaçado apresentar queixa contra o presidente no tribunal penal internacional por alegadamente encobrir supostos elos entre o primeiro-ministro e terroristas, foi a vez de Umaro Sissoco Embaló responder. O primeiro-ministro guineense desmentiu as acusações e disse ter em mãos documentos comprometedores sobre as figuras proeminentes do movimento, Domingos Simões Pereira e Nuno Nabian.

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Continua a escalada verbal entre os líderes políticos da Guiné-Bissau depois de dois líderes da oposição ameaçarem entrar com uma queixa-crime no Tribunal Penal Internacional contra o Presidente guineense, José Mário Vaz, por alegado encobrimento de supostas ligações terroristas do primeiro-ministro, agora foi Umaro Sissoko Embaló que veio responder aos ataques.

Num comício popular num bairro de Bissau perante um grupo de amigos, Umaro Embaló negou que alguma vez tenha tido qualquer ligação ao terrorismo e ainda disse que ninguém do seu governo é terrorista.

O primeiro-ministro afirmou que a ser acusado de algum acto terrorismo seria terrorista em prol do desenvolvimento do país.

Quanto à ameaça de queixa no TPI contra o Presidente José Mário Vaz, Umaro Embaló diz estar tranquilo e que aguarda que os autores da ameaça avancem com a queixa.

Umaro Embaló avisou os autores dessa ameaça de que também ele está na posse de documentos que poderão comprometer o ex-primeiro-ministro e líder do PAIGC, Domingos Simões Pereira e Nuno Nabian, presidente do partido Assembleia do Povo Unido, Partido Social Democrata da Guiné-Bissau.

Umaro Embalo disse que todo esse ataque à sua pessoa deve-se aos êxitos que o seu governo está a ter e que os outros não tiveram. Mais pormenores com Mussá Baldé, Bissau.

Correspondência da Guiné-Bissau

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